sexta-feira, 27 de junho de 2014

Esperando que as flores renasçam


A ESPERA PELO DESABROCHAR

Habacuque 3:

17 Mesmo não florescendo a figueira,
e não havendo uvas nas videiras,
mesmo falhando a safra de azeitonas,
não havendo produção de alimento nas lavouras,
nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos,
18 ainda assim eu exultarei no SENHOR e me alegrarei
no Deus da minha salvação.
19 O SENHOR, o Soberano, é a minha força;
ele faz os meus pés como os do cervo;
faz-me andar em lugares altos.

MEDITAÇÃO:

Ao completar 20 anos de matrimônio, recebi de meu esposo um vaso de orquídeas de exuberante beleza. Suas folhas davam lugar a flores, e este permaneceu florido por longo tempo adornando minha casa.

Quando murchou sua última flor, passei a dispensar cuidados para com esta planta como faço com minhas outras, na esperança de vê-la florescer novamente. Os anos se passaram e eu me perguntava porque ela não floresceu mais.

Há dois anos, resolvi pedir ajuda ao pai de uma amiga que é orquidólogo. Na certeza de que ele a faria florescer novamente, enchi-me de alegria.

Após alguns dias, me surpreendi ao ver por entre as folhas um cacho com oito botões se preparando para florir. Imediatamente pensei em como é importante buscarmos ajuda com a pessoa certa.

Assim também é com nossas vidas. Devemos buscar a orientação do nosso Criador. Ninguém nos conhece e ama mais do que o Deus que se fez homem para nos salvar e abençoar.

Deus está sempre pronto para agir e nos dar respostas, mesmo quando parece que elas demoram para chegar. Especialmente no período do Natal, renovo a busca por Deus e a sua sustentação em Seu filho.

Agora, estou aguardando com curiosidade e paciência o desabrochar das flores.

ORAÇÃO:

Ajuda-nos, ó Deus, a esperar pacientemente pela Tua ação em nossas vidas. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO DO DIA:

Que boas ações posso cultivar hoje para colher a compreensão, o respeito e o amor?

Oremos pelas pessoas que se sentem angustiadas com a espera.

Irma Apolinário Gavioli (São Bernardo do Campo, Brasil)

("No Cenáculo", Ed. Cedro, meditação de 26 de dezembro de 2001)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ajuda a caminho


Leia o Salmo 46:1-11

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza,
socorro bem presente nas tribulações.”
(Salmo 46:1)

Nós vivemos no alto de uma cordilheira, no Tennessee Ocidental, em um belo ambiente com uma vista panorâmica das Great Smoky Mountains. Esse ambiente sereno é frequentemente interrompido pelo som do helicóptero do Centro Médico da Universidade do Tennessee que sobrevoa nossa casa a caminho do hospital.

Quando começamos a perceber o helicóptero, percebemos o quanto o seu barulho nos incomodava. Com o passar do tempo, nos demos conta de que cada voo significava que alguém estava em extrema necessidade de atendimento médico. Cada vez que ouvíamos o helicóptero, nós orávamos, pela tripulação e pelas pessoas envolvidas nesta missão de misericórdia, para que tudo corresse bem e de acordo com o plano de Deus.

Um dia, percebemos um lado profundamente mais positivo para essas situações. Sim, o helicóptero médico é enviado em circunstâncias graves. Mas o simples fato de ele estar em trânsito significa que a ajuda está a caminho.

O Salmo 46:1 nos lembra que “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações”. Hoje nós ainda oramos pela tripulação do helicóptero e pelas pessoas que recebem seus serviços. Mas também agradecemos por Deus estar presente, proporcionando força e conforto a cada pessoa.

ORAÇÃO: Maravilhoso e curativo Deus, muito obrigado por teu amoroso cuidado e por aqueles que são instrumentos do teu amor. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: Deus nos dá esperança em tempos de medo e desespero.

Oremos pelas esquipes de resgate que trabalham em helicópteros.

Richard Armbrister (Tennessee, EUA)

(“No Cenáculo”, Ed. Cedro, meditação de 22 de abril de 2014)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Antes de desistir



AINDA NÃO ACABOU

Leia Lucas 24:1-8

“As mulheres que tinham vindo da Galileia com Jesus [...] então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento.” 
Lucas 23:55-56

Jesus tinha sido crucificado. Sua vida tinha terminado. As mulheres paradas ali perto observaram seu corpo ser retirado da cruz e levado para ser sepultado. Então elas foram para casa. Determinadas a honrar pela última vez o homem a quem haviam seguido, elas prepararam bálsamos com especiarias e perfumes para o corpo do Senhor.

Tento imaginar o que as mulheres sentiam. Jesus afirmava ser o Cristo, no entanto, ele havia sido morto como um criminoso. A esperança certamente deu lugar à confusão e desapontamento enquanto suas mentes clamavam: “Acabou. Ele não era o Messias”.

Muitas vezes em minha vida eu deixei de acreditar pouco antes de minha oração ser respondida. Quando a resposta de Deus parecia ser “não”, meu otimismo se transformava numa derrotada aceitação. Mais tarde, porém, eu me alegrava ao descobrir que o que parecia o fim da esperança era apenas uma demora, uma diferença entre o tempo de Deus e o meu.

As mulheres que foram para casa preparar as especiarias e perfumes nos ensinam como lidar com os momentos em que tudo parece perdido. Podemos continuar em oração, fazer o que parece certo e confiar que a qualquer momento Deus pode derramar ricas bênçãos em nossas vidas. Deus levantou Jesus do túmulo. Nós também somos filhos de Deus. O que ele fará por nós?

ORAÇÃO: O quanto deves ter-nos amado, Senhor! Dá-nos fé para confiar mais em ti. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: Nós às vezes ouvimos “não” quando Deus está dizendo “espere’. Oremos pelas pessoas que perderam a esperança.

Pat Rowland (Tennessee, EUA)

(“No Cenáculo”, Ed. Cedro, meditação de 19 de abril de 2014)

sábado, 29 de março de 2014

O poder do silêncio


SALMO 141

1 Clamo a ti, SENHOR; vem depressa!
Escuta a minha voz quando clamo a ti.
2 Seja a minha oração
como incenso diante de ti
e o levantar das minhas mãos,
como a oferta da tarde.
3 Coloca, SENHOR, uma guarda à minha boca;
vigia a porta de meus lábios
4 Não permitas que o meu coração
se volte para o mal,
nem que eu me envolva em práticas perversas
com os malfeitores.
Que eu nunca participe dos seus banquetes!
5 Fira-me o justo com amor leal
e me repreenda,
mas não perfume a minha cabeça
o óleo do ímpio,
pois a minha oração
é contra as práticas dos malfeitores.
6 Quando eles caírem nas mãos da Rocha,
o juiz deles,
ouvirão as minhas palavras com apreço.
7 Como a terra é arada e fendida
assim foram espalhados os seus ossos
à entrada da sepultura.
8 Mas os meus olhos estão fixos em ti,
ó Soberano SENHOR;
em ti me refugio;
não me entregues à morte.
9 Guarda-me das armadilhas
que prepararam contra mim,
das ciladas dos que praticam o mal.
10 Caiam os ímpios em sua própria rede,
enquanto eu escapo ileso.

“Não me permitas dizer uma palavra errada ou vã
Ou irrefletida.
Põe um selo sobre meus lábios
Por hoje nada mais.”


Fique calado! Quando o problema estiver ameaçando, fique calado! Quando a calúnia estiver se levantando, fique calado! Quando ferirem seus sentimentos, fique calado! Pelo menos até que se recupere de sua agitação! As coisas se vêem diferentes com os olhos serenos.

Uma vez, estando perturbado, escrevi uma carta e a enviei, e lamentei ter feito isto. Anos depois, também me senti perturbado e escrevi outra carta longa. A vida me havia impregnado com um pouco de bom senso e guardei a carta no meu bolso até que pude examiná-la sem agitação e sem lágrimas, e me alegrei por ter feito isto: cada vez que a lia, parecia menos necessário enviá-la. Não me parecia que seria prejudicial, mas na minha vacilação aprendi a ser discreto e finalmente, a destruí.

O tempo opera maravilhas! Espere até que possa falar com calma e então talvez já não será necessário que fale. Algumas vezes, o silêncio é a estratégia mais poderosa que se pode conceber. É a força em toda sua magnitude; é como um regimento ao qual ordenaram guardar silêncio no furioso fragor da batalha. Precipitar-se seria muito mais fácil. Não se perde nada aprendendo a ficar calado.

O silêncio é um grande pacificador.

(“Mananciais no Deserto”, Lettie Cowman, Ed. Betânia, meditação de 16 de janeiro)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Siga seus sonhos!


COM O OCEANO À FRENTE

Leia Josué 1:1-9

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará.” (Salmo 37:5)

Meu filho adulto me entregou um cartão

“O que é isso?”, perguntei, surpresa.

“Mãe, eu sei que você tem se sentido oprimida ultimamente”, disse ele. “Você quer voltar para a escola e não há dinheiro para isso”.

Meus olhos se encheram de lágrimas. “Oh, filho, eu não preciso do seu dinheiro”.

Eu tinha entendido mal. “Mãe, não é dinheiro. Eu também não o tenho”, disse ele. “Apenas leia o cartão”. Tirei-o do envelope. Na frente, havia a figura de um pequeno aquário de vidro colocado sobre a areia da praia. Dentro dele, havia um peixinho dourado, olhando cheio de desejo para o grande oceano à sua frente. Eu sabia exatamente como aquele peixinho se sentia. Eu estava presa num aquário e queria mergulhar naquele oceano. Dentro do cartão, meu filho havia escrito: “Siga seus sonhos, mãe”.

Tocada pela fé que meu filho tinha em mim, percebi que Deus também tinha fé em mim – e isso me deu auto-confiança. Minhas circunstâncias físicas eram as mesmas, mas havia uma diferença espiritual. Eu sabia que, com a ajuda de Deus, poderia correr atrás dos meus sonhos. E corri!

ORAÇÃO: Obrigada, Deus atento e generoso, por nunca me dares mais do que, pela Tua graça, eu posso manejar. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: Deus trabalha conosco enquanto trabalhamos para fazer nossos sonhos darem certo.

Jill M. Woods (Colorado, EUA)

Oremos pelas pessoas adultas que estão voltando à escola.

(“No Cenáculo”, Ed. Cedro, meditação de 1º de outubro de 2003)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Desanimar por quê?


A DISCIPLINA DO DESÂNIMO

“Ora, nós esperávamos... mas depois de tudo isto,
é já este o terceiro dia...”
(Lucas 24:21)

Todos os fatos citados pelos discípulos estavam certos; mas as inferências que eles tiraram de tais fatos estavam erradas. Tudo o que espiritualmente cheira a desânimo está errado. Se a depressão e a opressão me visitam, sou o culpado. Deus não tem culpa; nem ele, nem mais ninguém tem. O desânimo tem duas causas possíveis: ou a satisfação ou a insatisfação de uma concupiscência. Concupiscência significa: tenho que obter isto imediatamente. A concupiscência espiritual me leva a exigir uma resposta de Deus, em lugar de buscar o Deus que me dá a resposta. O que eu estava querendo que Deus fizesse? E hoje – momento presente – já é o terceiro dia, e ele não o fez; portanto, creio ser justificável estar desanimado ou abatido e culpando a Deus. Sempre que insistirmos em que Deus responda à oração, estaremos no caminho errado. O verdadeiro sentido da oração é que cheguemos a Deus e, não, que obtenhamos uma resposta. É impossível estar ao mesmo tempo fisicamente bem e desanimado. O desânimo é sinal de doença, e o mesmo acontece espiritualmente. O desânimo espiritual é errado, e somos sempre os culpados por ele.

Buscamos visões do céu, terremotos e trovões do poder de Deus (o fato de estarmos desanimados é prova disso), e nunca nos passa pela cabeça que Deus está o tempo todo presente nas coisas e nas pessoas comuns que nos cercam. Se cumprirmos o primeiro dever que está diante de nós, veremos a Deus. Uma das mais maravilhosas revelações de Deus nos vem quando descobrimos que é nas coisas comuns que a divindade de Jesus Cristo se manifesta.

(Oswald Chambers, “Tudo para Ele”, Ed. Betânia, meditação de 07 de fevereiro)



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Lembre-se da luz!


Salmo 27

1 O Senhor Deus é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor me livra de todo perigo; não ficarei com medo de ninguém.
2 Quando os maus, os meus inimigos, me atacam e procuram me matar, são eles que tropeçam e caem.
3 Ainda que um exército inteiro me cerque, não terei medo; ainda que os meus inimigos me ataquem, continuarei confiando em Deus.
4 A Deus, o SENHOR, pedi uma coisa, e o que eu quero é só isto; que ele me deixe viver na sua casa todos os dias da minha vida, para sentir, maravilhado, a sua bondade e pedir a sua orientação.
5 Em tempos difíceis, ele me esconderá no seu abrigo. Ele me guardará no seu Templo e me colocará em segurança no alto de uma rocha
6 Assim vencerei os inimigos que me cercam. Com gritos de alegria, oferecerei sacrifícios no seu Templo; eu cantarei e louvarei a Deus, o SENHOR.
7 Ó SENHOR, ouve-me quando eu te chamar! Tem compaixão de mim e responde-me.
8 Tu disseste: “Venha me adorar.” Eu respondo: “Eu irei te adorar, ó SENHOR Deus.”
9 Não te escondas de mim. Não fiques irado comigo; não rejeite este teu servo. Ó Deus, meu libertador, tu tens sido a minha ajuda; não me deixes, não me abandones.
10 Ainda que o meu pai e a minha mãe me abandonem, o SENHOR cuidará de mim.
11Ó SENHOR Deus, ensina-me a fazer a tua vontade e guia-me por um caminho seguro, pois os meus inimigos são muitos.
12 Não me entregues nas mãos desses inimigos, que dizem mentiras contra mim e me ameaçam com violência.
13 Estou certo de que verei, ainda nesta vida, o SENHOR Deus mostrar a sua bondade.
14 Confie no SENHOR. Tenha fé e coragem. Confie em Deus, o SENHOR.

Tropecei no escuro, na estrada enlameada e sinuosa desde o ponto de ônibus. Por pouco não caí numa vala. Garota nascida e criada na cidade, eu, compreensivelmente, tinha me esquecido de que no campo não há luzes nas ruas. Sentindo raiva da minha tolice e com medo, eu orava fervorosamente.

Finalmente, consegui chegar ao meu destino, tomando emprestadas as luzes dos carros que passavam. Cada vez que um passava, os faróis iluminavam a estrada. Essas luzes, somadas à minha lembrança do caminho conhecido, me permitiram chegar em casa em segurança.

Quando nos encontramos em um lugar espiritualmente escuro, podemos usar o mesmo princípio. Mesmo sentindo que Deus nos abandonou e que não conseguimos mais ver o caminho à frente, podemos continuar na direção em que caminhávamos quando estávamos na luz. A recordação dos tempos em que podíamos ver claramente nos faz lembrar da fidelidade de Deus e nos ajuda a prosseguir até que tenhamos voltado à luz novamente. Nos momentos em que caminhamos na escuridão, podemos confiar naquilo que sabemos sobre Deus.

ORAÇÃO: Senhor, quando estivermos na escuridão, ajuda-nos a não duvidar da realidade da Tua luz. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: Deus caminha conosco nos momentos de escuridão.

Oremos pelas pessoas que se sentem abandonadas por Deus.

(Heather Eason – Inglaterra)

("No Cenáculo", Ed. Cedro, meditação de 14 de dezembro de 2001)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Consciência tranquila


O HÁBITO DE UMA CONSCIÊNCIA TRANQUILA

“Consciência pura diante de Deus e dos homens.”
(Atos 24:16)

Os mandamentos de Deus são dirigidos à vida de seu Filho em nós; portanto, para a natureza humana na qual seu Filho foi formado, seus mandamentos parecem difíceis, mas assim que obedecemos, eles se tornam divinamente fáceis.

A consciência é a faculdade que se prende ao mais elevado conhecimento que possuo, e me diz o que esse conhecimento exige que eu faça. São os olhos da alma, voltados para Deus ou para o que consideram mais elevado; portanto, os registros da consciência diferem de pessoa para pessoa. Se me mantenho firme diante de Deus, minha consciência me apresentará sempre a lei perfeita de Deus e indicará o que eu devo fazer. A questão é – obedecerei? Tenho que me esforçar para manter minha consciência sempre sensível de modo que eu possa viver sem tropeços. Devo viver numa sintonia tão perfeita com o Filho de Deus, que em cada circunstância o espírito do meu entendimento se renove e eu entenda de imediato “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2).

Deus nos educa até nas minúcias. Será que estou tão atento ao mais leve sussurro do Espírito que saiba o que devo fazer? “Não entristeçais o Espírito de Deus” (Efésios 4:30). Ele não vem com a voz de um trovão; sua voz é tão mansa que é fácil não prestar atenção a ela. O que mantém a consciência sensível é o hábito contínuo de conservar o coração aberto a Deus. Sempre que se sentir inclinado a questionar: “Por que não posso fazer isto?”, pare logo. Você está no caminho errado. Quando a consciência fala, não pode haver discussão. Se permitir que qualquer coisa obscureça sua íntima comunhão com Deus, quem perde é você. Seja lá o que for, pare e procure manter bem nítida sua visão interior.

(Oswald Chambers, “Tudo para Ele”, Ed. Betânia, meditação de 13 de maio)



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Da alegria vem a força!


QUANDO AS CIRCUNSTÂNCIAS ESTÃO CONTRA VOCÊ

Leitura bíblica: Neemias 4:1-14

Versículo central: “E Neemias acrescentou: “Podem sair, e comam e bebam do melhor que tiverem, e repartam com os que nada têm preparado. Este dia é consagrado ao nosso Senhor. Não se entristeçam, porque a alegria do Senhor os fortalecerá.” (Neemias 8:10)

Depois de um horrível acidente escalando montanhas, Tim Hansel chegou a uma profunda conclusão: a alegria do Senhor era sua única força (Neemias 8:10). Com dores por todo o corpo, Hansel buscou a ajuda de Deus.

Em “You Gotta Keep Dancin’ ” (A Vida Continua), ele escreve:

“Minha fúria (desejo) de viver era real, mas eu tinha, sem saber ou sem ter intenção, colocado uma tampa por cima dizendo: “Quando estiver forte, ficarei alegre. Quando a dor passar, vou ficar feliz”. Eu tinha desculpas suficientes para uma vida inteira.

O problema era a realidade. A dor não passava. E eu me colocara em posição de esperar que as coisas melhorassem, de esperar até que eu conhecesse mais a Deus, até que tivesse força suficiente para ficar alegre.

Mas, com essa profunda e simples passagem de Neemias, Deus me fez lembrar repetidas vezes de que não posso ficar forte, mas posso ficar alegre. E quando estivesse preparado para isso, as forças viriam em seguida... Não eram as dores que me prejudicavam tanto, mas minha atitude diante da dor. Eu entendi que, embora as dificuldades fossem inegavelmente reais e iam permanecer pelo resto de minha vida, tinha oportunidade de escolher uma nova liberdade e alegria se quisesse.”

Alegria duradoura e fé verdadeira são fundamentadas apenas em Jesus Cristo, não nas circunstâncias. Se as circunstâncias estão contra você, ele será a sua força.

ORAÇÃO: Senhor, ajuda-me a compreender que a alegria duradoura se fundamenta em ti, não em minhas condições. Fortalece minha fé quando as circunstâncias estiverem contra mim.

(“Em Sua Presença”, Charles Stanley, Ed. Hagnos, meditação de 09 de julho)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Quer contar vantagem?



A GLÓRIA DO HOMEM

Leitura: Jeremias 9:23-26

“Quem se gloriar, glorie-se nisto:
em compreender-me e conhecer-me,
pois eu sou o Senhor.”
(Jeremias 9:24)

É impressionante como as pessoas tentam obter sucesso, como fazem de tudo para atingir a fama. Em muitas situações até usam artifícios duvidosos para alcançar notoriedade nacional e internacional. Gostam de aparecer diante dos holofotes da mídia, dos microfones e nas primeiras páginas dos jornais e revistas. Infelizmente não se dão conta de que essa fama e essa glória são curtas e passageiras, pois já dizia o salmista: “nada levará consigo quando morrer...” (Salmo 49:17).

Por outro lado, há uma tendência natural do ser humano em elogiar a si mesmo. De se achar o bom. Se os outros não o aplaudem e dizem maravilhas a seu respeito, ele mesmo trata de aparecer e vangloriar-se de coisas que fez e até do que deixou de fazer. É interessante que não percebam a má impressão que causam com isso. Por meio do profeta Jeremias, o Senhor Deus já advertia que as pessoas não devem vangloriar-se: basta ler o versículo 23 da leitura. Isso não quer dizer que a pessoa não deva ser sábia, forte ou rica. Deus até afirma que quem não tem sabedoria, deve pedi-la a ele. O que Deus condena é que a pessoa use isso para a sua glória pessoal e em detrimento do próximo. Depois de desaprovar essa atitude, a Palavra de Deus mostra-nos no versículo de hoje qual é a verdadeira glória do homem.

Não há nada mais glorioso do que conhecer o Deus verdadeiro, o Criador dos céus e da terra. O Deus soberano e misericordioso, mas também justo Juiz. Se você já o conhece e nele crê, então você tem a certeza de que terá também um corpo glorificado e estará na glória celestial para todo o sempre. Pode haver glória maior?

Pensamento do dia: Quer contar vantagem? Fale da grandeza de Deus.

(“Pão Diário”, vol. 6, Ed. RTM, meditação de 08 de julho)



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Deslocados


Leia Hebreus 11.1-3, 13-16

Eles não são do mundo, como também eu não sou. 
João 17.16

A língua, as comidas, os costumes sociais e as circunstâncias nacionais no Vietnã de 1966 me eram estranhos. Eu estava servindo como enfermeira voluntária em um pequeno hospital cristão.

Nossos pacientes eram civis que sofriam em meio ao contínuo estado de guerra em seu país. Nós fazíamos o que podíamos com os instrumentos médicos simples que tínhamos. Os pacientes morriam de condições facilmente tratáveis em meu país natal.

Eu me sentia sobrecarregada e deprimida. Meses depois, eu me dei conta de que vinha sofrendo de choque cultural: sentimentos de desenraizamento e instabilidade que podem resultar de uma brusca e opressora mudança. Ao voltar para os Estados Unidos, vivi um choque cultural diferente.

Eu sentia falta da tranquila dignidade e coragem dos vietnamitas - seu respeito pela idade e sabedoria, sua generosidade e hospitalidade, os fortes laços familiares e comunitários, a fé simples e inabalável em Jesus Cristo que meus amigos cristãos viviam ali. Como seguidores de Jesus Cristo, nós sempre viveremos choques culturais.

O autor de Hebreus nos lembra que nossa fé em Cristo nos faz "estrangeiros e peregrinos sobre a terra" (11.13). Nós frequentemente - talvez sempre - nos sentiremos desconfortáveis e deslocados. Pois "[aspiramos] a uma pátria superior, isto é, celestial" (v. 16).

Oração: Amado Deus de todas as nações, perturba o nosso conforto terreno. Ajuda-nos a servir aos outros com amor ao mesmo tempo em que buscamos o teu lar celestial. Em nome de Jesus. Amém.

Pensamento para o dia: Nosso desconforto com esse mundo pode nos levar a ajudar os outros em nome de Cristo.

Oremos pelos imigrantes.

MarySue Rosenberger (Texas, EUA)

("No Cenáculo", Editora Cedro, meditação de 21 de agosto de 2013)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Grilos na zona de conforto


Leia Lucas 5.17-26

Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia,
mas de poder, de amor e de moderação.
2 Timóteo 1.7

Quando eu era menino, eu dominava a arte de pegar iscas de pesca. Primeiro, eu tinha de encontrar um trecho com grama alta. Depois andava sistematicamente pela grama, com um pé varrendo à frente num movimento lento como o de uma ceifadeira. Os grilos assustados saltavam. Nesse momento eu agachava, com a mão em concha e atacava.

Em algum ponto do caminho, perdi a paixão por caçar grilos - e em escala muito maior, por dominar coisas novas. Por medo do fracasso ou da desaprovação, eu hoje permaneço seguro em minha zona de conforto. Na verdade, como adulto, eu vivo mais como um grilo do que como uma pessoa, me escondendo e saltando de medo.

Ao longo dos evangelhos, Jesus diz: "Não temais". Ele aprecia a coragem e a ousadia movidas pela fé, como a dos amigos do paralítico (Lucas 5.17-26). Em 2 Timóteo, Paulo lembra a Timóteo de reavivar o dom de Deus que havia nele. Embora Timóteo fosse leal e confiável, ele aparentemente lutava contra a timidez, como eu. Paulo o instigou a lembrar que o poder de Deus estava em ação dentro dele.

Em momentos em que me sinto pequeno e com medo, como um grilo, é confortador saber que o poderoso espírito de Deus também está em mim, me encorajando. "Tende bom ânimo; eu venci o mundo" (João 16.33).

Oração: Amado Deus, ajuda-nos a seguir corajosamente a tua vontade, por mais assustadora e desconfortável que ela possa parecer. Em nome de Jesus. Amém.

Pensamento para o dia: Porque Deus me deu um espírito de poder, eu hoje posso agir com ousadia.

Oremos pelas pessoas limitadas diariamente por seus medos.

Stephen Bishop (Carolina do Norte, EUA)

("No Cenáculo", Ed. Cedro, meditação de 30 de maio de 2013)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A graça do ursinho


Leia João 1.14-17

Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça.
João 1.16

Minhas netas iam participar de um concurso de balé clássico. No entanto, antes do balé, fomos informados de que um grupo, de cinco meninas de 5 anos, faria apresentações individuais. Quatro delas subiram ao palco, uma após a outra. Mas, então, chegou a vez da Número 5.

A música para a dança era "Eu e meu ursinho de pelúcia". Mas a garotinha não apareceu. Em vez disso, nós a ouvimos chorar. Mais tarde, no fim do programa, todas as dançarinas se alinharam no palco.

Para nosso encanto, todas as garotinhas receberam uma medalha presa a uma fita, incluindo a Número 5, que pálida e com o rosto manchado de lágrimas, agarrava seu ursinho. Dessa vez não vimos lágrimas, mas um sorriso lacrimoso.

É como a graça, pensei. Não precisamos fazer nada; não precisamos merecer a aprovação de Deus. A graça é seu amor imerecido. É pura dádiva, uma expressão gratuita do amor de Deus por nós.

Oração: Senhor amado, nós te agradecemos pelas riquezas da tua graça. Permite que possamos receber essas riquezas graciosamente e viver nossa gratidão oferecendo graciosa aceitação aos que encontrarmos. Oramos como Jesus nos ensinou, dizendo: "Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!".*

Pensamento para o dia: Receber graciosamente abençoa tanto os que recebem quanto os que dão.

Oremos pelas crianças que estão participando de concursos.

Dorothy O'Neill (Austrália do Sul, Austrália)

* Mateus 6.9-13.

("No Cenáculo", Editora Cedro, meditação de 20 de maio de 2013)