sábado, 31 de outubro de 2009

Uma pessoa segundo o coração de Deus

Leitura bíblica: Atos 13:16-24; Salmo 89:20

Versículo-chave: “E, tendo tirado a este, levantou-lhes o rei Davi, do qual também, dando testemunho, disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade.” (Atos 13:22)

Meditação: Davi era um homem segundo o coração de Deus. Ficamos a imaginar o que significa essa descrição. Como se poderia chamar um adúltero e assassino, que praticou grande crueldade, de homem segundo o coração de Deus? A Bíblia, sem rodeios, apresenta os pecados de Davi. Mas foi tirando-o desses fracassos que Deus o usou para seus propósitos em Israel. Davi superou suas falhas com êxito porque aprendeu a bondade graciosa de Deus e foi um dos mais agradecidos homens da história.

Davi foi um homem segundo o coração de Deus porque tinha abundância de ação de graças. Os salmos contêm mistura tal de confissão e gratidão que ele foi considerado, até pelo próprio Deus, como um homem segundo o seu coração. Somente o sentido de indignidade pode brotar em profunda ação de graças. A vida de Davi nos desafia, mostrando que o importante não é nossa perfeição, mas nossa dependência agradecida. Podemos identificar-nos com a humanidade falível de Davi e ver o que Deus pode fazer com uma pessoa que confessa seus pecados e agradece a Deus o seu perdão.

Davi, antes de se tornar um homem completamente segundo o coração de Deus, havia sido contra o coração de Deus. A Bíblia pinta a história negra de suas transgressões e pecados. Deus esperou pacientemente que ele se arrependesse. Depois do adultério de Davi com Bate-Seba e do cruel envio do marido desta para morrer na batalha, Deus enviou o profeta Natã para julgar o pecado do rei. O profeta contou uma parábola profunda e penetrante e, a seguir, lançou o desafio: “Tu és o homem”. Davi sabia. Seu arrependimento encontra-se no Salmo 51. E Deus aceitou a sua palavra. A infinita misericórdia de Deus levantou-o e usou-o nos propósitos que ainda tinha para Israel.

Pensamento do dia: Somos chamados para ser pessoas segundo o coração de Deus.

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 31 de outubro)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dispostos a receber maravilhas

Leitura bíblica: Josué 3:1-7

Versículo-chave: “Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós.” (Josué 3:5)

Meditação: Existe um relacionamento inseparável entra a consagração de hoje e as maravilhas de amanhã. O povo de Israel estava nas margens do rio Jordão, prestes a entrar em Canaã, a terra prometida. O Senhor estava pronto para realizar maravilhas, mas precisava da consagração total do povo a seus planos e propósitos. Consagrar é dedicar tudo o que conhecemos a nosso respeito e todos os nossos recursos ao que conhecemos de Deus e de seu plano e propósito. Não há limites ao que ele pode fazer com um povo que lhe deu o controle da sua vida toda.

Josué elevou-se à posição impressionante de sucessor de Moisés porque o Senhor possuía tudo o que Josué tinha. O Senhor era a sua paixão e o seu propósito. Josué entregara por completo a sua vontade ao Senhor. Ele aprendera muito bem as lições com Moisés. O guia do êxodo lhe havia transmitido o segredo do poder: obediência absoluta.

Que maravilha você anseia que o Senhor lhe faça amanhã? Hoje ele nos concede o desejo de estarmos desejosos. Quando abrirmos mão de nosso tenaz controle do futuro, o Senhor pode intervir e obrar maravilhas além de nossa compreensão.

Nosso único caminho é a entrega. Recebemos o livre-arbítrio a fim de ter a capacidade de escolher amar ao Senhor e permitir que ele nos ame. Nossa vontade, porém, transforma-se numa cidadela, num baluarte do controle próprio imperioso. É possível crer no Senhor e ainda controlar os nossos amanhãs.

Pensamento do dia: Os milagres de amanhã começam na consagração de hoje.

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 15 de outubro)

sábado, 17 de outubro de 2009

As coisas tornam-se no que parecem

Leitura bíblica: Números 13:25-33

Versículo-chave: “Então Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos, e possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos contra ela.” (Números 13:30)

Meditação: O relatório da maioria foi de medo; o da minoria, de coragem. O relatório da maioria dos homens enviados para espiar a terra de Canaã foi assustador. Note como esses repórteres negativos viam-se como gafanhotos em comparação aos cananeus e, na realidade, tornaram-se isso mesmo à sua própria vista. As coisas realmente transformam-se no que imaginamos. Acima de tudo, temos a tendência de imaginar o pior que possa acontecer e dedicar nossas energias a alcançá-lo. Esse povo apavorado transferiu a própria imagem aos seus inimigos. Haviam-se esquecido de que pertenciam a um Deus poderoso que lhes havia destinado a entrar e possuir a terra. Multiplicaram sua falta de confiança por zero, e o resultado foi pânico.

Ouçamos, agora, a coragem de Calebe. Ele viu os mesmos guerreiros gigantes, mas sabia que o Senhor estava com o seu povo. Louvado seja o Senhor por gente como Calebe! Têm a capacidade de multiplicar os limitados recursos humanos pelo poder ilimitado de Deus, e transformá-lo em visão e esperança.

Enfrentamos desafios na vida e, nessas épocas, em particular, devemos encarar o relatório da maioria ou o da minoria. Há mais pessoas medrosas e negativas do que o suficiente ao nosso redor. Precisamos de um Calebe para nos dar a segurança de que com o Senhor podemos avançar. Agora, a pergunta crucial: você se parece mais com Calebe ou com os homens que se transformaram em gafanhotos à sua própria imagem? Qual seria a resposta da sua família, igreja, e das pessoas com quem você trabalha?

Pensamento do dia: Transformar-me-ei na imagem que tiver de mim mesmo e da vida, e, portanto, imaginarei o que posso ser quando estou cheio com o poder do Senhor.

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 14 de outubro)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Face a face

Versículo-chave: “E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.”
(2 Coríntios 3:18)


Meditação: Paulo ressalta a espantosa diferença entre a experiência que Moisés teve da glória de Deus e a que nós temos. Podemos retirar o véu e olhar na face do Senhor através de Jesus Cristo. Deus graciosamente revelou sua presença, sua glória, para que a contemplemos em Cristo. E o resultado é que podemos ser transformados à imagem de Cristo de glória em glória. A vida cristã é uma transformação à semelhança de Cristo.

É disso que todos nós precisamos, não é verdade? Todos nós ansiamos ser mais semelhantes a Cristo no caráter, na atitude, na ação e reação. A personalidade humana pode mudar. Dia a dia, ao fazer a oração de Moisés: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Êxodo 33:18), podemos conhecer a certeza de Paulo de que “a glória do Senhor, no rosto de Jesus Cristo”, pode ter brilho duradouro em nossos rostos. Não precisamos usar um véu para ocultar um esplendor que diminui.

E o processo da glorificação em Cristo jamais termina. Não somos as pessoas que fomos e não somos ainda as que seremos. O Senhor está operando grande obra em nós. Nosso único dever é dar-lhe controle total, obediência absoluta e atenção completa. Quanto mais nos concentrarmos em Cristo, tanto mais, mediante sua graça, somos remodelados à sua imagem.

Você realmente deseja essa transformação? Diga-o ao Senhor. Ele está mais pronto a responder a essa oração do que nós em fazê-la. Mas quando a fazemos, notaremos diferença nos nossos relacionamentos e na maneira de solucionarmos as pressões de nossas responsabilidades. O amor e o perdão de Cristo, sua paz e poder, esperança e coragem, serão inegáveis.

Pensamento do dia: Estou sendo transformado à imagem de Cristo de glória em glória.

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, meditação de 13 de outubro)

domingo, 11 de outubro de 2009

Firme sua fé na expiação

“Oferecei... os vossos membros como instrumentos de justiça”
(Romanos 6:13-22)

Não posso me salvar nem me santificar a mim mesmo; não posso expiar o pecado; não posso redimir o mundo; não posso corrigir o que está errado, nem purificar o que é impuro, nem santificar o que é profano. Tudo isso é obra soberana de Deus. Tenho fé no que Jesus Cristo fez? Ele fez uma expiação perfeita; será que tenho o hábito de reconhecer isso constantemente? Nossa grande necessidade não é fazer, mas sim, crer. A redenção de Cristo não é uma experiência, é a grande obra de Deus realizada por intermédio de Cristo, e eu tenho que edificar minha fé sobre ela. Se eu edificar a fé sobre minha experiência pessoal, o resultado é o tipo de vida mais anti-bíblico possível – uma vida isolada e os olhos fixos na minha própria pureza. Cuidado com uma espiritualidade que não esteja baseada na expiação do Senhor – ela não serve para nada, a não ser para uma vida enclausurada; é inútil para Deus e um estorvo para os outros. Todas as nossas experiências devem ser avaliadas pelo padrão do Senhor Jesus. Não podemos fazer nada que agrade a Deus, a menos que edifiquemos conscientemente sobre o fato da expiação.

A expiação de Jesus tem que ser desenvolvida em minha vida por meios práticos e discretos. Todas as vezes que obedeço, todo o poder de Deus está do meu lado, e assim a graça de Deus e a minha obediência se conjugam. Quando obedeço estou investindo tudo na expiação; e imediatamente a alegria da graça sobrenatural de Deus vem ao encontro da minha obediência.

Tenhamos cuidado com a espiritualidade que nega a vida natural – ela é uma fraude. Coloque-se continuamente ante o tribunal da expiação, e pergunte: “Onde fica o discernimento da expiação nisso e naquilo?”


(Oswald Chambers, “Tudo para Ele”, Ed. Betânia, meditação de 09 de outubro)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Os braços eternos

“E Moisés subiu o monte para se encontrar com Deus. E do monte o SENHOR Deus o chamou e lhe disse:
- Diga aos descendentes de Jacó, os israelitas, o seguinte: Vocês viram com os seus próprios olhos o que eu, o SENHOR, fiz com os egípcios e como trouxe vocês para perto de mim como se fosse sobre as asas de uma águia.”
(Êxodo 19:3-4)


“Como a águia ensina os filhotes a voar e com as asas estendidas os pega quando estão caindo, assim o SENHOR Deus cuida do seu povo. Ele os guiou sozinho, sem a ajuda de outro deus.”
(Deuteronômio 32:11-12)


Meditação: Ficamos a imaginar se o Senhor chamou a atenção de Moisés para o vôo da águia, enquanto ele subia o monte Sinai. A águia, como metáfora da providência divina, jamais deixou a mente de Moisés. Ele a conservou durante toda a sua vida. Deus havia, deveras, levado o povo de Israel sobre asas de águias.

No final da vida, Moisés repassou a maneira pela qual Deus havia cuidado do seu povo. Ele havia sido como a águia que treina seus filhotes para voar. É isso que Moisés tentava dizer ao povo na passagem bíblica que lemos hoje. O Senhor revolveu o ninho no Egito, tornando-o tão desconfortável que o povo teve de seguir em direção dos planos que ele tinha para eles. Quando chega o tempo de os filhotes voarem, a águia fará tudo o que for necessário para tirá-los do ninho. Então, empurra os filhos para fora do ninho a fim de que exercitem as asas ainda imaturas. Mas, quando o filhote está para cair de muito alto, a águia lança-se ao ar, abre as asas e o apanha.

É assim que o Senhor nos trata. Ele não permite que permaneçamos em um ninho muito confortável. Ele nos força a descobrirmos o nosso potencial. Contudo, ele paira por perto, impedindo que caiamos de muito alto. Moisés teve conhecimento desse fato através dos anos de experiência. O Deus eterno é “tua habitação, e por baixo de ti estende os braços eternos” (Deuteronômio 33:27).

Pensamento do dia: Os braços eternos são para aqueles que ousam voar.

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 07 de outubro)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Esperança viva

“Ele nos deu uma nova vida pela ressurreição de Jesus.
Por isso o nosso coração está cheio de uma
esperança viva.”
(1 Pedro 1:3)


A nossa esperança em Cristo não é uma esperança que aparece, toma forma e depois morre. É uma esperança viva! Não é uma brincadeira de mau gosto, não é um trote, não é uma ilusão. É uma esperança viva!

Não é resultado de um golpe publicitário, da propaganda de uma empresa famosa, de um exercício mental ou de uma série de fatores emocionais. Não é um tipo de esperança válida ontem, duvidosa hoje e improvável para o amanhã, mas permanentemente viva, independente das flutuações do mundo e de nossas próprias emoções e vontades.

A esperança cristã não decepciona, não nos deixa na mão, não frustra. Ela é bem alicerçada, tem muito para dar, ilumina o caminho, vence crises, empurra para a frente e renova as forças do que está cansado. Ela é viva porque a sua base é Cristo, aquele que precisou morrer para ressurgir de entre os mortos. E uma vez vivo, continua sendo a nossa esperança.

Enchamos nosso coração desta esperança viva!


(“Devocionais para Todas as Estações”, Ed. Ultimato, meditação de 02 de outubro)

sábado, 3 de outubro de 2009

Para ouvir a voz de Deus...

“E depois do terremoto um fogo... e depois do fogo uma voz mansa e delicada.”

(1 Reis 19:12)

Perguntaram certa vez a uma pessoa que progredia rapidamente em seu conhecimento do Senhor, qual o segredo do crescimento espiritual. Ela respondeu concisamente: “Obedecer aos sinais”. E a razão porque tantos de nós não temos mais conhecimento e compreensão do Senhor é que não damos atenção aos seus delicados sinais, seus delicados toques de frear e refrear. Sua voz é mansa e delicada. Uma voz assim é antes sentida do que ouvida. É uma pressão suave e constante sobre o coração e a mente, uma voz mansa, quieta e quase timidamente expressa no coração – mas que se ficarmos atentos, silenciosamente, vai se tornando cada vez mais clara aos ouvidos do entendimento. Sua voz é dirigida ao ouvido que ama, e o amor está sempre atento ao mais leve sussurro. Há um tempo, também, em que o amor cessa de falar, se não o atendemos ou não cremos nele. Deus é amor, e se você quer conhecê-lo e à sua voz, dê constante atenção a seus delicados toques. Em conversa, quando prestes a dizer uma palavra, dê atenção àquela voz mansa, atenda o sinal e refreie-se de falar. Quando prestes a seguir em uma direção que lhe parece clara e correta, se vier quietamente ao seu espírito uma sugestão que traz em si quase a força de uma convicção, preste-lhe ouvidos, mesmo que do ponto de vista humano a mudança de planos pareça uma grande loucura. Aprenda, também, a esperar em Deus para saber o desenrolar da sua vontade. Deixe que Deus forme os planos a respeito de tudo o que está no seu coração e mente e deixe também que os execute. Não possua nenhuma sabedoria própria. Muitas vezes sua maneira de executar o plano parecerá contrária ao plano que ele próprio deu. Poderá parecer que ele está trabalhando contra si mesmo. Simplesmente ouça e obedeça a Deus, e confie nele, mesmo que isso pareça a maior tolice. Ele fará que no fim todas as coisas cooperem para o bem.
Assim, se você quer conhecer sua voz, não pare para pensar o que poderá acontecer. Obedeça, mesmo quando lhe pedir para avançar no escuro. Ele mesmo será sua gloriosa luz. E em seu coração brotará uma afeição e comunhão com Deus poderosa em si mesma para conservá-lo junto a ele, mesmo nas provas mais severas e sob as maiores pressões.”

(“Mananciais no Deserto”, Lettie Cowman, Ed. Betânia, meditação de 03 de outubro)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O perfume do sofrimento

“... assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas...” (Cantares 4:16)


Algumas das especiarias mencionadas neste capítulo são bastante sugestivas. O aloés era uma especiaria amarga, e fala-nos da doçura das coisas amargas, o doce-amargo, que quem já provou, sabe bem quanto agrada ao paladar. A mirra era usada para embalsamar os mortos, e fala-nos de morrermos para alguma coisa. É a doçura que vem ao coração depois que ele morreu para a vontade própria, o orgulho e o pecado. Oh, o encanto inexprimível que paira em torno de alguns crentes, simplesmente porque trazem no semblante açoitado pela disciplina e no espírito dulcificado, as marcas da cruz; a santa evidência de terem morrido para o que uma vez foi orgulho e força, mas que agora está para sempre aos pés do Senhor. É o encanto celeste de um espírito quebrantado e um coração contrito, a música que brota de uma tonalidade menor.

E, ainda, o incenso, com a fragrância que procedia do toque de fogo. Era aquele pó queimado que se erguia em nuvens de doçura do seio das chamas. Fala-nos do coração cuja doçura tem-se desprendido talvez através das chamas da aflição, até que o lugar santo da alma é cheio das nuvens de oração e louvor. Amado leitor, estamos nós derramando as especiarias, os perfumes, os aromas suaves do coração?

(“Mananciais no Deserto”, Lettie Cowman, Ed. Betânia, meditação de 15 de setembro)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Deus usa tudo!

Leitura bíblica: Gênesis 39:21 – 40:23

Versículo-chave: “O Senhor, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro” (Gênesis 39:21)

Meditação: José não negaria sua lealdade a Potifar ou sua fidelidade a Deus. Essa lealdade levou-o à prisão sob a acusação de haver feito o que se recusou a fazer. Mas o Senhor era com José. É essa a frase que pontua a vida espantosa desse homem bem-aventurado.

O tempo na prisão também teve o seu propósito nos planos divinos. As qualidades de liderança de José foram reconhecidas então, e ele foi elevado a uma posição de autoridade. Mas havia outra pessoa na cadeia mediante apontamento divino. O copeiro de Faraó havia caído em desfavor e sido lançado na prisão juntamente com José. O copeiro teve um sonho que José interpretou mediante o poder divino. Ao ser posto em liberdade, o copeiro estava mais do que disposto a contar a Faraó acerca do misterioso hebreu que havia conhecido na cadeia.

O monarca egípcio teve um sonho inquietante acerca de sete vacas gordas e sete magras, sete espigas gordas e sete magras. José foi chamado para interpretar o sonho. O sonho predizia sete anos de prosperidade e sete de fome para o Egito e para o território adjacente. José, com a interpretação, ganhou a posição de regente do Egito, inferior somente a Faraó.

Espantoso! Aos 30 anos de idade, o sonho de José se estava realizando. Quem é que haveria de imaginar que a má ação da mulher de Potifar teria um resultado desses?

Esta porção da história de José lembra-nos que Deus pode tecer seus planos a despeito do mal que as pessoas nos causam. As mágoas que nos são infligidas não estão além das operações providenciais do nosso Deus. Nada pode deter o plano divino. Assim como ele usou tudo o que aparentemente ia contra José, em função do que havia planejado, assim também ele pode usar nossas dificuldades a fim de levar-nos um passo além no seu plano. Confie no Senhor.

Pensamento do dia: A despeito do que as pessoas possam fazer-nos, Deus está operando os seus bons propósitos.

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 27 de setembro)

sábado, 19 de setembro de 2009

Modos antigos numa nova vida

Leitura bíblica: Gênesis 12:10-20

Versículo-chave: “Chamou, pois, Faraó a Abrão e lhe disse: Que é isso que me fizeste? Por que não me disseste que era ela a tua mulher?” (Gênesis 12:18)

Meditação: É difícil imaginar que o aventureiro Abrão, que estava disposto a correr o risco encontrado na passagem bíblica de Gênesis 12:1-9, pudesse com tanta rapidez esquecer-se que o Senhor havia prometido cuidar dele. Ao sair de Harã deviam seguir-se os desafios constantes para confiar no Senhor durante a realização da sua promessa.

Abrão fracassou na primeira oportunidade de descobrir o poder interveniente de Deus. Ele temeu pelo que pudesse acontecer a Sarai no Egito, e voltou a seus antigos métodos de manipulação e mentira. Com que honestidade a Bíblia apresenta os seus heróis! Abrão mentiu e envolveu Sarai em sua falta de confiança em Deus. O seu medo era que os egípcios, vendo a formosura de Sarai, a tomassem e o matassem. Ele pediu que sua mulher mentisse, dizendo aos egípcios que era irmã dele.

Tudo ocorreu de acordo com o planejado. Sarai foi levada a Faraó e Abrão recebeu tratamento real. Mas o Senhor tinha planos maiores para Sarai que o ser apenas mais uma entre as muitas mulheres de Faraó. Deus enviou uma praga à casa do monarca, e este expulsou os dois hipócritas do Egito. Nossa falta de confiança no poder de Deus de realizar sua obra, sempre traz sofrimento a nós e aos outros.

Por que a Bíblia apresenta uma história tão reveladora como a e Abrão? Como pode o conhecimento da fraqueza dele nos ajudar? Todos podemos nos identificar com Abrão na sua falsa dependência da cumplicidade humana. Talvez nossa forma de confiar nos métodos humanos não seja a mesma de Abrão, mas todos nós sentimos certa dificuldade em viver a nova vida em Cristo, e vestígios antigos da velha natureza ainda controlam nossas reações. Depender totalmente do Senhor para cuidar de nós é um risco contínuo. Mas ele é digno de nossa confiança. Ele interferirá, e nossos velhos modos tornar-se-ão desnecessários.

Pensamento do dia: O risco diário requer a dependência diária.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ouse arriscar-se!

Leitura bíblica: Gênesis 12:1-9

Versículo-chave: “Apareceu o Senhor a Abrão, e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao Senhor, que lhe aparecera.” (Gênesis 12:7)

Meditação: Foi uma promessa espantosa e que requeria riscos audazes. O Senhor surpreendeu Abrão com a promessa de que seria o pai de uma grande nação. Todas as famílias da terra seriam abençoadas por seu intermédio. Porém, o preço que tinha de pagar era alto. Abrão teria de abandonar a sua terra, a segurança, os arredores familiares e a prosperidade. Abrão tornou-se o protótipo daqueles que descobrem que a obediência significa riscos.

O Senhor nos está chamando constantemente. Ele deseja levar-nos ao ponto de ser a nossa única segurança e certeza. Pense em quão duro trabalhamos a fim de eliminar os riscos da vida. Trabalhamos, economizamos, planejamos e investimos em nós mesmos. Então, acomodamos-nos à rotina da mesmice e reclamamos que a vida perdeu a emoção.

Enquanto vivermos, haverá um próximo passo em nossa aventura com o Senhor. Ele constantemente nos chama de onde estamos para novo nível de riscos. Jamais haverá uma época em que o que temos feito ou sido poderá ser nossa segurança. Fomos programados para estar sempre na margem crescente de novas aventuras. Onde está o elemento do risco criativo em sua vida? Que faria se confiasse completamente em Deus?

O elemento crucial em correr riscos pelo Senhor é a sua direção. Nosso desafio é descobrir para onde o Senhor nos leva e partir com sua orientação diária, arriscando-nos com o conhecimento de que ele nos concederá forças para fazer o que ele nos inspira.

Pensamento do dia: A vida sem riscos é como um pássaro sem asas.

(Lloyd John Ogilvie, em “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 13 de setembro)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A palavra certa

Leitura bíblica: Marcos 13:9-13

Versículo-chave: “Quando, pois, vos levarem e vos entregarem, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.” (Marcos 13:11)

Meditação: “Que poderia eu dizer numa situação como esta? Como encontrar as palavras para explicar, oferecer consolo, desafiar e expressar amor numa circunstância dessas? Que devo dizer?”

Já se sentiu assim? Todos nós já percebemos nossa incapacidade para dizer uma palavra de verdade em amor quando mais é necessária. Ao antecipar as crises da vida, admitimos nossa falta de sabedoria, de visão e de discernimento.
Jesus nos deu uma promessa que tem o poder de dissipar os temores.

A preparação para as épocas de provação deve começar muito antes que ela aconteça. Jesus Cristo, que sabe o que enfrentaremos, está operando em nós a sabedoria que produzirá as palavras certas para cada época de perturbação e desafio. Quando o momento chegar, teremos poder para falar com maturidade que ultrapassa nossos anos, com amor que vai além de nossas capacidades e com visão que excede nosso conhecimento.

A realidade é que Jesus falará por nosso intermédio. Ele nos usará para dizer a palavra certa que há convencer, consolar e desafiar. Ficaremos espantados. Tudo o de que ele precisa é nossa disposição de mente e prontidão de língua. Se ousarmos orar, dizendo: “Senhor, que desejas que eu diga?”, Ele responderá, e saberemos o que dizer.

Pensamento do dia: Se confiarmos em Cristo, ele dirigirá o que devemos dizer nas difíceis situações da vida.


(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Betânia, meditação de 8 de setembro)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Aquietai-vos

Leia Salmo 46

“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.” (Salmo 46:10)

Aos 39 anos de idade, descobri que tinha uma grave doença cardíaca. Meus pensamentos e meu espírito se encheram de pavor. Como parte da minha reabilitação, comecei a caminhar todas as manhãs. A natureza grave de minhas condições e a tranqüilidade da manhã me prepararam para ouvir Deus falando comigo.

Deus sabe quando nossas mentes e corações estão cheios de ansiedade devido às doenças, tensões, aos temores ou sofrimentos. Embora Deus esteja sempre perto, às vezes o nosso silêncio pode nos ajudar a reconhecer e experimentar a presença de Deus.

O contínuo chamado de Deus às pessoas e nações para que se aquietem está registrado na Bíblia. Jesus usou a expressão “emudecer”. “E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou e fez-se grande bonança” (Marcos 4:39). Deus às vezes nos chama com palavras brandas e confortantes. Outras vezes, Ele grita para chamar nossa atenção. Mas Deus sempre fala com amor, como os pais que tentam consolar seus filhos. “Aquietai-vos”, diz Deus. “Entrega tuas preocupações a mim e saiba que tu és amado”.

ORAÇÃO: Ó Deus, aquieta nossos corações e mentes para que ouçamos o Teu chamado, sintamos a Tua presença e entreguemos nossas vidas em serviço aos outros. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: Aquiete-se e conheça a Deus.

David Wegener (Wisconsin, EUA)

Oremos pelas pessoas que estão procurando por Deus.

(“No Cenáculo”, Ed. Cedro, meditação de 11 de agosto de 2003)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Antes de criticar

Leitura bíblica: Tiago 2:8-13

Versículo-chave: “Falai de tal maneira, e de tal maneira procedei, como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade.” (Tiago 2:12)

Meditação: Os julgamentos, com freqüência, libertam-nos da responsabilidade. Categorizamos as pessoas, expomos suas fraquezas, condenamos seus fracassos, ridicularizamos sua incapacidade e prosseguimos em nosso caminho. A crítica só é criativa se a análise e perspicácia forem um prelúdio para uma ação a respeito da pessoa ou da situação. Os julgamentos são imprudentes, exceto se estivermos dispostos a fazer parte da solução de Deus. Se não, nos tornamos parte da multiplicação do problema.

“Está bem, o que você vai fazer a respeito?”. Deve ser a pergunta a nós mesmos e a outros que têm tendência para a crítica. Falar e analisar nada custam; a ação é custosa; o cuidado, exigente. O que você pode fazer e dizer de construtivo acerca da necessidade que abriu?

Essa pergunta nos faz parar para pensar. Como dizer o que temos para dizer de tal maneira que as pessoas sintam o nosso amor e a nossa disposição em ajudá-las? O julgamento debilita e muitas vezes deixa as pessoas imobilizadas para qualquer ação construtiva. Acrescentamos peso ao fardo, em vez de aliviá-lo. Da mesma forma, a maneira de apresentarmos nossa sugestão e o espírito de amor que comunicamos podem levar a pessoa a dizer: “Ora, jamais havia pensado nisso. Muito obrigado!”.

Precisamos conhecer muito mais aquilo em que desejamos que as pessoas se tornem, no contexto total de suas vidas, antes de as criticarmos. Podemos deixar os outros perturbados acerca das coisas que fazem, e pouco ajudar para que melhorem sua personalidade. A maioria de nós faz o que faz por causa do que é. A crítica das ações exige a responsabilidade do ser. Precisamos ser cautelosos para que nossos juízos não tornem as pessoas tão hostis ao ponto de já não podermos partilhar com elas o amor de Deus, a única coisa que, em última análise, as mudará.

Pensamento do dia: Quão responsáveis são os seus julgamentos?

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 24 de agosto)