quarta-feira, 15 de junho de 2011

Impaciência


“Não te impacientes; certamente isso acabará mal.”
(Salmo 37:8)

Impacientar-se significa tornar-se maltrapilho, mental ou espiritualmente. Uma coisa é dizer: “Não te impacientes”, mas ter uma disposição que o capacite a não impacientar-se é outra coisa. Parece muito fácil falar em “descansar no Senhor” e “esperar nele”, enquanto o ninho não for revirado e quando não estamos vivendo, como tantos estão, em tumulto e angústia; mas em tais condições será possível descansar no Senhor? Se esse “não” não funcionar aí, não funcionará em parte alguma. Esse “não” deve funcionar tanto nos dias tumultuados, quanto nos dias de paz, senão nunca funcionará. E se não funcionar no seu caso particular, não funcionará no caso de ninguém mais. Descansar no Senhor não depende, em absoluto, de circunstâncias externas, mas do nosso relacionamento com o próprio Deus.

A inquietação sempre termina em pecado. Pensamos que um pouco de ansiedade e preocupação é indício de que somos de fatos sensatos; pois é muito mais indício de que somos de fato pecadores. A impaciência brota da determinação de fazermos aquilo que queremos. O Senhor nunca se preocupava e nunca se mostrava ansioso, porque não estava aqui para concretizar suas próprias idéias; estava aqui para por em prática as idéias de Deus. Se você é filho de Deus, a impaciência é pecado.

Será que você tem estado alimentando sua alma com a idéia de que sua situação é grave demais para Deus? Ponha de lado todas as “suposições” e habite à sombra do Onipotente. Diga firmemente a Deus que você não mais se impacientará com tal situação. Toda a nossa impaciência e preocupação são conseqüência de fazermos planos sem levar Deus em conta.

(“Tudo para Ele”, Oswald Chambers, Ed. Betânia, meditação de 04 de julho)

sábado, 28 de maio de 2011

A caneca rachada


Leia 1 Coríntios 1:26-31

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.”
(2 Coríntios 4:7)

Todas as manhãs, durante a semana, abro meu armário de cozinha e pego uma determinada caneca de café. Um dos lados da caneca está lascado; uma rachadura fina corre por ele; e as palavras escritas na caneca, antes coloridas, agora estão desbotadas. Uma amiga comprou a caneca para mim. Ela pode estar rachada, mas mantém o café quente e aquece minhas mãos durante a minha devocional diária.

Eu sou como essa caneca – lascada e rachada pelos erros e ferimentos do presente e do passado. Às vezes, minha paixão espiritual torna-se desbotada por causa do pecado ou da negligência. Então me sinto envergonhada, pensando que Deus deveria me colocar no fundo do armário, onde minhas fraquezas e machucados não serão um constrangimento. Eu anseio por ser útil, mas sinto que Deus optaria por ter apenas o melhor.

É exatamente nesses momentos que Deus me toma pela mão e me usa de maneiras inesperadas. A alegria de ser amada e usada por Deus, apesar de minhas imperfeições, me ensinou o sentido do amor.

ORAÇÃO: Amado Deus, ajuda-nos a saber que, apesar de machucados ou quebrados, Tu nos envolves com amor e nos usas pela Tua graça. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: Nós somos amados não por sermos bons, mas porque Deus é bom.

Valerie Fleming Bryant (Tennessee, EUA)

Oremos pelas pessoas que não se sentem dignas do amor de Deus.

(“No Cenáculo”, meditação de 17 de junho de 2003)

sábado, 7 de maio de 2011

Intuições




FIQUE ATENTO ÀS SUAS MELHORES INTUIÇÕES

Você está atravessando um período fora do comum. Você sente que deve buscar solidão, oração, muita simplicidade e discrição e vê que, por enquanto, deve restringir suas atividades, evitando telefonemas e tomando cuidado com as cartas que escreve.

Você também sabe que, satisfazendo o seu desejo ardente de amizades íntimas, de ministério compartilhado e de trabalho criativo, não terá o que verdadeiramente deseja. Para você, é uma experiência nova sentir esse desejo ao mesmo tempo que percebe a sua irrealidade. Você sente que nada, a não a ser o amor de Deus, pode corresponder à sua mais profunda necessidade, enquanto a atração por outras pessoas e objetos permanece forte. Parece que a paz e a angústia convivem em você, uma ao lado da outra, que você almeja tanto o divertimento quanto a concentração piedosa.

Confie na clareza com que vê o que tem a fazer. Pensar que talvez tenha que viver afastado de seus amigos, do trabalho intenso, do noticiário e de livros emocionantes não mais o assusta. Isso não é mais motivo para que fique ansioso com relação ao que os outros possam pensar, dizer ou fazer. Até mesmo a possibilidade de vir a ser logo esquecido e perder suas ligações com o mundo não o perturba.

Você acha bastante fácil rezar. Que dádiva! As pessoas à sua volta estão indo ao teatro, às aulas de balé ou a jantares, e você não se sente rejeitado ou abandonado quando não é convidado a fazer parte do grupo. Na verdade, você está bem feliz por estar sozinho no seu quarto. Não é difícil falar com Jesus e ouvi-lo dirigir-se a você. Ele o sustenta no seu amor. Às vezes, lembranças de acontecimentos passados e fantasias sobre o futuro aparecem em seu coração, mas esses incidentes dolorosos tornaram-se menos assustadores, menos arrasadores, menos paralisantes, quase dão a impressão de serem lembretes necessários à sua necessidade de permanecer junto – muito junto – de Jesus.

Você sabe que alguma coisa inteiramente nova, realmente excepcional, está acontecendo dentro de você. Está claro que alguma coisa dentro de você está morrendo e algo, despontando. Você precisa permanecer atento, calmo e obediente às suas melhores intuições. Você se pergunta: “O que aconteceu com as ações e pronunciamentos que fiz no passado? E como serão as minhas diferentes opções no futuro?” De repente, você se dá conta de que tudo isso não importa mais. Na nova vida em que está entrando, essas questões não serão mais levantadas. Os cenários que por muito tempo serviram de pano de fundo para seus pensamentos, palavras e ações estão aos poucos sendo removidos, e você sabe que não mais voltarão.

Você sente uma tristeza estranha. Surge uma imensa solidão, mas você não se assusta. Sente-se vulnerável, mas ao mesmo tempo seguro. Jesus está onde você está, e você pode confiar que ele lhe indicará o próximo passo.

(Henri J. M. Nouwen, em “A Voz Íntima do Amor”, Paulinas, 2001, p. 33)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Está consumado!


"Então Jesus, depois de ter tomado o vinagre, disse: está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito."
(João 19:30)

Segundos antes de dar seu último suspiro, Jesus olha para a obra que fez neste mundo e diz suas últimas palavras: "Está consumado". Milênios haviam passado desde a criação do homem, a eleição de um povo especial para Deus e a Lei que Ele lhes havia dado, mas eles foram incapazes de entender o propósito de Deus para a humanidade. Agora, Jesus constata, na plenitude dos tempos, que o plano de Deus para a salvação eterna do ser humano, apesar de toda a dor excruciante que acabara de enfrentar, estava consumado. Pela fé no Seu sangue que lava e redime de todo pecado, todo aquele que nEle crê encontra a salvação e a vida eterna, já podendo desfrutá-la aqui neste mundo.

Muitas vezes somos tentados a nos sacrificarmos além da medida por pessoas, situações e coisas que, na verdade, não requerem tanto de nós. Outras vezes pensamos que se não fizermos tudo, nada será feito, e nos dedicamos em demasia a um perfeccionismo e ativismo inútil, e nos esquecemos de que temos liberdade de chegar ao Senhor, e só nos basta orar. Há também muitos crentes que, sem saber ou querer, se sacrificam tanto que terminam fazendo o papel de "vítimas" da graça de Deus, como se não fosse suficiente o fato de Jesus ter morrido em seu lugar. Quando esses dias chegarem à sua vida, lembre-se de que não há nada que possamos fazer para nos salvar ou agradar a Deus com nossas próprias forças, pois ao dizer "Está consumado" na cruz, Jesus já se sacrificou em nosso lugar, garantindo-nos descanso eterno e livre acesso ao Pai.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Somos atribulados para podermos consolar


"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda a consolação. É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus."
(2ª Coríntios 1:3-4)

O cristão não é obrigado por Deus a passar por tribulações, e é perfeitamente legítimo que peça ao Senhor que seja delas poupado, mas nem por isso deve viver fugindo das aflições pelas quais toda a humanidade passa. Na verdade, Tiago diz que passar não por algumas, mas várias provações é motivo de grande gozo para o cristão, pois "a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes" (Tiago 1:2-4).

Estaria o cristão, então, condenado a ser masoquista? Claro que não! No versículo acima de 2ª Coríntios, Paulo explica aquela que seja talvez a principal razão para enfrentarmos a tribulação com coragem e dignidade: para que não só experimentemos o consolo que vem de Deus aos nossos corações, mas também saibamos consolar todos aqueles que sofrem quando tivermos a oportunidade. Precisamos, portanto, resgatar esta dimensão do serviço cristão que temos negligenciado em nossas vidas. Estamos aqui para servir ao próximo, seja ele irmão na fé ou não. Para isso também somos atribulados, para que sejamos solidários na dor e compartilhemos com o nosso semelhante toda a consolação que recebemos graciosamente de Deus.

Tenho um grande amigo e irmão que teve um filho com paralisia cerebral. Quando o menino ainda era bem novo, conversamos sobre o versículo acima, e como ele mudou e passou a encarar como bênção de Deus o que para outros parecia ser uma fonte permanente de angústia, e agora tanto ele como sua esposa podiam consolar e orientar aqueles que enfrentavam o mesmo dilema de vida. Hoje, quase 20 anos depois, o menino se transformou um rapaz feliz que, já formado na faculdade, trabalha com toda dignidade, vencendo as suas limitações físicas. Sempre foi e continua sendo a alegria de sua família, e é impossível ficar triste ao lado dele. O consolo de Deus trouxe luz àquele lar, e pode trazê-la ao teu também. Amém!

domingo, 17 de abril de 2011

Saudosismo tolo


"Não digas: Por que razão foram os dias passados melhores do que estes; porque não provém da sabedoria esta pergunta."
(Eclesiastes 7:10)

Nossa memória costuma ser uma amiga traiçoeira que doura a pílula do passado para torná-lo mais palatável do que ele foi na verdade. Estudos (e nossa própria experiência) mostram que a memória varre os pontos negativos e potencializa os positivos do que nos aconteceu, embelezando artificialmente lembranças que não foram tão belas assim quando passamos por elas no calor da realidade. Parece que esta é uma tendência natural do ser humano para tornar a vida mais, digamos, "suportável" e poder seguir adiante sem as amarras dolorosas do que efetivamente ocorreu.

O cristão, entretanto, não tem esta licença de admirar nostalgicamente o passado, conforme Salomão nos ensina no versículo acima. Mesmo com todas as dificuldades das condições atuais e as perspectivas eventualmente pessimistas para o futuro, o crente sabe que sua vida está nas mãos de Deus, e que todas as coisas cooperam para o seu bem, mesmo aquelas que momentaneamente não entenda nem perceba desta maneira (Romanos 8:28). Logo, a sua primeira atitude é de gratidão pelo que passou e por ter chegado ao dia de hoje, e também de fé, esperança e segurança para o futuro: "Aquietai-vos e sabei que sou Deus" (Salmo 46:10).

Para o cristão, o passado foi bom, o presente é ótimo, e o futuro será ainda melhor. Sempre!

sábado, 16 de abril de 2011

Não há substitutos para a graça de Deus



"e ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo."
(2ª Coríntios 12:9)

Ao longo da minha vida tenho observado a dificuldade que as pessoas enfrentam quando se trata de aceitar o maravilhoso fato de que a graça de Deus é suficiente para nos salvar e conduzir por este mundo. Todo mundo, indistintamente, busca uma forma de encontrar algum tipo de satisfação nos lugares e circunstâncias que nos tocam a todos. Poder, dinheiro, paixões, dominação, submissão, sexo, vícios, prazeres desenfreados, enfim, todo tipo de entrega e rendição a um determinado alívio, ainda que mórbido e paliativo, é utilizado para desviar nossa atenção da simplicidade do evangelho de Jesus Cristo (2ª Coríntios 11:3), de que Ele morreu na cruz do Calvário para nos redimir de nossos pecados e nos salvar.

A graça de Deus não é só, portanto, maravilhosa como também desafiadora. Mesmo sendo simples e facilmente compreensível, no nosso íntimo não conseguimos admitir que pessoas pecadoras como nós possam ser salvas pela fé pura e singela em Jesus Cristo e na sua obra redentora da cruz. Por isso vemos tanta gente - mesmo já convertida - buscando alternativas mirabolantes para suprir a sua carência de Deus, quando uma coisa só basta: crer, confiar e esperar na graça dEle. Mais cedo ou mais tarde veremos, inapelavelmente, que não há subtitutos para a graça de Deus e, se é tão simples viver aqui e agora na dependência total dela, por que buscar água em poços sabidamente secos? Tão-somente creia e aprenda a viver debaixo da graça de Deus. Pode até demorar um pouco para você tomar consciência disso, mas rios de água viva correrão do seu interior (João 7:38).

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vida abundante é isso mesmo: vida!


"O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância."
(João 10:10)

A promessa de vida abundante que Jesus faz a seus discípulos costuma ser confundida com uma espécie de Alice no País das Maravilhas, em que tudo são flores com o céu alternando entre tons rosas e azuis. Tudo tem que estar ótimo e maravilhoso para que o discípulo tenha certeza que está vivendo abundantemente. Ledo engano, entretanto. A vida cristã abundante não é feita de fantasia e alheiamento ao mundo que nos cerca, mas uma vida feliz APESAR DE todas as dores e tristezas que acontecem conosco e à nossa volta, seguros que estamos de que Deus continua no controle de todas as coisas e nEle estamos garantidos e confiados.

Alguém já disse que a alegria é passageira e a felicidade é um estado permanente. O cristão pode experimentar esta realidade ao viver a vida abundante que Deus lhe prometeu. Mesmo através da dor e das tristezas que todos temos que enfrentar, podemos aprender alguma coisa que nos torne mais fortes e sábios. A felicidade é um estado permanente porque não depende das circunstâncias exteriores, mas de nossa atitude em relação à vida, e nesse aspecto o cristão deve entender a vida abundante como uma vida intensa. Devemos, portanto, viver intensamente todas as experiências que Deus permite que atravessem o nosso caminho, dando valor ao que realmente tem valor e rejeitando aquilo que só nos prejudica. E, em tudo, dando graças a Deus pelo dom da vida (1ª Tessalonicenses 5:18).

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Não tenha medo de viver


E, tendo dito isso, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!
(João 11:43)

O cadáver de Lázaro já cheirava mal quando Jesus chegou para ressuscitá-lo. Poderia ter entrado na tumba e lá feito o Seu milagre, mas parou diante dela e chamou Lázaro, ordenando-lhe que viesse para fora, que saísse das trevas da sua morte e experimentasse de novo a luz da vida. Imagine o burburinho e o espanto da multidão que se aglomerava lá fora, e a dúvida que pairava sobre suas cabeças. Muitos de nós, mesmo tendo conhecido Jesus pela fé, agimos da mesma maneira. Preferimos as névoas densas de nossa existência escondida, nossas pequenas e falsas seguranças, nosso cotidiano previsível, do que encarar de peito aberto a luz do dia e os desafios constantes que somos chamados a enfrentar.

Não se esconda! Não tenha medo dos desafios, pois eles existem para todo mundo e não são obstáculos intransponíveis. São, na verdade, trampolins através dos quais aprendemos a vencer e saltar para desafios maiores, e assim podemos experimentar a vida abundante que Jesus prometeu a quem nEle cresse (João 10:10). Apresente-se para a vida, saia para fora de sua caverna e jamais tenha medo de ser feliz.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A única nomeação que interessa



No Brasil vigora ainda a cultura do QI ("Quem Indica"), principalmente nas várias esferas de governo, mas também nas empresas e organizações privadas. Esta prática é mais visível na política, onde há pessoas competentes sendo nomeadas para cargos de direção e assessoria, além de outros nem tão competentes assim, mas que foram indicados por alguém influente. Nem toda nomeação, em si, é errada, mas há muita gente que não deveria sequer ter sido lembrada, mas por conveniências e acordos políticos geralmente inconfessáveis, conseguem a "boquinha" em questão.

Felizmente, o cristão não precisa deste tipo de nomeação, porque ele vive seguro da Palavra do Senhor, "Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu" (Isaías 43:1). Ele confia na Palavra do seu Mestre que disse: "Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem" (João 10:14). A sua vida não depende de conchavos políticos nem de propostas espúrias que lesam os outros e - principalmente - a si mesmo. Ela está depositada nas mãos de Deus e lá pode descansar em paz, sabendo que nada, absolutamente nada, vai lhe faltar, pois a sua nomeação vem do Senhor.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O "improvável" de Deus

Leitura: João 14:25-31

“Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo.”
(João 14:27)

Algumas pessoas se concentram no que a vida tem de pior. Sempre sofrendo e preparadas para novos sofrimentos. São pessimistas. Acham que se as coisas estão ruins, vão piorar.

Por outro lado, existem os otimistas negando a realidade do sofrimento – não existem dificuldades que não possam ser vencidas com pensamento positivo e autoconfiança. A realidade mostra – tanto o pessimista quanto o otimista estão sempre tentando negar as alegrias e tristezas que fazem parte da vida.

Jesus disse aos Seus discípulos: “Neste mundo vocês terão aflições” (João 16:33). Não escondeu a verdade. Enquanto vivermos, enfrentaremos problemas e aflições. Se Jesus não tivesse dito mais nada, poderíamos continuar pessimistas, mas afirmou: “...tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

Essa afirmação indica que não precisamos nos render à dor e ao desespero. Jesus venceu o mundo. Morreu na cruz e ressuscitou. Está vivo! Talvez hoje, você tenha dificuldades para acreditar nas pessoas, nas boas coisas da vida, na alegria de uma nova relação com Deus; talvez, já tenha até tentado.

Contudo, não ignore o fato de que um dia o improvável aconteceu: Jesus ressuscitou. A vida venceu a morte. A dor e o choro foram transformados em alegria. A vitória de Jesus é a porta dos impossíveis na vida de quem nele crê. É por isso que nos estimula: “Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo” (João 14:27). Portanto, não fique entre uma alegria falsa ou um otimismo artificialmente mantido. Não se afunde no pessimismo nem se esconda atrás de um falso entusiasmo, permita apenas que o “improvável” de Deus aconteça na sua vida. Não tema!

PENSAMENTO DO DIA: Nem otimista nem pessimista, mas cheio de esperança em Cristo.

(“Pão Diário”, vol. 5, Ed. RTM, meditação de 08 de julho)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Movendo montanhas

SALMO 114

1 Quando Israel saiu do Egito,
e a casa de Jacó saiu do meio
de um povo de língua estrangeira,
2 Judá tornou-se o santuário de Deus,
Israel o seu domínio.
3 O mar olhou e fugiu,
o Jordão retrocedeu;
4 os montes saltaram como carneiros,
as colinas, como cordeiros.
5 Por que fugir, ó mar?
E você, Jordão, por que retroceder?
6 Por que vocês saltaram como carneiros, ó montes?
E vocês, colinas, porque saltaram como cordeiros?
7 Estremeça na presença do Soberano, ó terra,
na presença do Deus de Jacó!
8 Ele fez da rocha um açude,
do rochedo uma fonte.


“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” (1 Coríntios 2:9)


Há alguns anos eu subi ao topo da montanha mais alta do Arizona. Ao me aproximar do cume, encontrei ventos de 150 quilômetros por hora, forçando-me a me arrastar pelos últimos 200 metros. A montanha é um ponto convergente dos ventos que cruzam os desertos no México, Califórnia e Arizona. Apesar dos constantes ataques dos ventos, a imensa montanha é intrépida ou imóvel. Nada parece afetá-la.

Depois de ler o Salmo 114, entendi que talvez nem sempre seja esse o caso. Às vezes, as montanhas se movem e até “saltam como carneiros”. Como nos diz o Salmo, quando os israelitas entraram na Terra Prometida, foi como se todas as pessoas e todas as coisas na terra recebessem o povo de Deus com uma animada festa de “boas-vindas ao lar”.

A mensagem do salmista é mais que a descrição de uma festa, é uma mensagem do Reino. Então, se torna uma mensagem de esperança às pessoas que estão doentes, desempregadas, vivendo relacionamentos sofridos ou buscando orientação para um problema difícil. Seja qual for a circunstância, quando Deus age, coisas extraordinárias podem acontecer.

ORAÇÃO: Amado Deus, ajuda-nos a sentir a Tua presença em todas as situações. Ajuda-nos a esperar, a nos maravilhar e a celebrar o Teu admirável poder. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA
: Porque Deus age, podemos esperar maravilhas.

Mark de Rôo (EUA)

Oremos pelas pessoas que estão enfrentando momentos difíceis.

(“O Cenáculo”, meditação de 28 de janeiro de 2002)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Um anjo no controle

Leia Salmo 91

"Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos"
(Salmo 91:11)

A enfermeira era eficiente, mas emocionalmente distante. Eu estava me recuperando de uma cirurgia para remoção de um câncer e enfrentava um futuro incerto. O prognóstico não era promissor e eu estava deprimido. Precisava de apoio, não de eficiência.

Tarde da noite, deitado em minha cama, fiquei mais melancólico. Quando a enfermeira entrou em meu quarto, perguntou por que eu ainda estava acordado.

“Eu estava deitado aqui pensando que talvez devesse abandonar outras cirurgias e a radioterapia e deixar o câncer tomar conta de mim”. Disse a ela que eu era um cristão e que estava pronto pra morrer.

Ela sentou-se à beira da minha cama e conversou comigo sobre minha família e sobre a necessidade de pensar nos outros que talvez ainda precisassem de mim. Ela disse que Deus tinha um propósito para minha vida. Quando meu humor começou a mudar, ela acariciou minha mão e partiu. Nunca mais a vi.

Quem era ela: Não consigo me lembrar do seu nome. Seria ela um anjo enviado para me garantir que Deus ainda tinha um propósito para minha vida: Dezesseis anos depois, eu acho que sim.

ORAÇÃO: Obrigado, ó Deus, porque, quando mais necessitamos de Ti, Tu nos envias uma garantia do Teu amor. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA:


O amor de Deus nos é revelado por meio de quem cuida de nós.

("No Cenáculo", Ed. Cedro, meditação de 5 de setembro de 2000)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A lição do abacateiro

Leia Salmo 37:1-5

“Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, formar, fortificar e fundamentar.” (1 Pedro 5:10)

Havia no meu quintal um abacateiro que produzia pouquíssimos frutos. Por acreditar que uma árvore frutífera precisa ser produtiva, pedi a Deus que abençoasse aquele abacateiro permitindo-lhe frutificar bastante. A florada aconteceu e o abacateiro se encheu de centenas de frutinhos. Quando eles já estavam grandes, para surpresa minha, o galho central, com 69 abacates, quebrou. Um outro galho também, por não suportar o peso, acabou caindo, levando tantos outros frutos. Fiquei perplexa!

Deus havia permitido que o abacateiro ficasse recheado de frutos e logo depois quebrasse, sem que eu os aproveitasse, por quê? A resposta veio logo. Nem sempre temos estrutura para suportar o tamanho da bênção que pedimos a Deus. Por isso, muitas vezes precisamos esperar algum tempo para recebê-la. Ela só virá quando nossa vida estiver profundamente enraizada no terreno fértil da fé em Jesus Cristo, enrijecida pela leitura constante da Palavra de Deus, fortalecida pela seiva da oração e produzindo os frutos abundantes da presença de Deus em nós. Assim, na certeza de que a glória não é nossa, mas do Senhor Jesus, não sucumbiremos ao volume da bênção.

ORAÇÃO: Querido Deus, fortalece nossa vida e ensina-nos a firmá-la nos Teus propósitos eternos, a fim de que, submissos ao Teu querer, estejamos preparados para abençoar e ser abençoados. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: Será que estamos preparados para receber a bênção que pedimos a Deus?

(Cely Pereira Gonçalves, Rio de Janeiro, Brasil)

Oremos por sabedoria para compreender o “tempo de Deus”.

(“No Cenáculo”, meditação de 08 de abril de 2003)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O pecado da língua

“Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios.”
(Salmo 141:3)

Não é muito diferente dos criminosos aprisionados, nem muito diferente da fera na jaula. Não fora algo sumamente importante, e a Palavra de Deus não emprestaria o enorme relevo de que fato empresta ao cuidado que devemos ter quanto ao uso da língua. Um cuidado semelhante ao da guarda para evitar a fuga dos criminosos ou então ao da proteção contra os dentes das feras.

É temerário qualificar um homem se apenas o ouvimos nos momentos mansos da vida. É geralmente nas horas difíceis que o verdadeiro eu mostra o rosto: quando pisam no nosso calo, quando somos injustiçados ou humilhados ou insultados, nos engarrafamentos do trânsito, quando as crianças fazem pirraça depois de termos tido um dia de trabalho exaustivo. É aí que a cancela se abre, dando passagem a impropérios e verberações descontroladas (e depois de tudo isso sentimo-nos abatidos e profundamente tristes, com a sensação de ter desmanchado com os pés o que vínhamos construindo com as mãos).

Sem dúvida foi por causa do zelo que tinha em relação à santidade requerida por Deus – que ele veria ser arranhada caso caísse no descontrole provocador das palavras raivosas – bem como por antever o peso doloroso do desconforto que vem a reboque do que se diz em tais desabafos, que Davi orou: “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Salmo 141:3).

Consciente do exemplo que Deus pede que seus filhos dêem, fez Davi, de outra feita, o propósito de não pecar com a língua, dizendo então: “Porei mordaça à minha boca, enquanto estiver na minha presença o ímpio” (Salmo 39:1).

O pecado da língua é marca registrada do homem em queda. Lamentavelmente os filhos de Deus não escapam dessa condição. Uma vantagem, porém, eles levam: é que o Espírito de Deus habita neles (Romanos 8:9), e se tal homem deixar que o Espírito o domine virá fatalmente como resultado o domínio próprio, que lhe permitirá a superação, entre muitos outros, do mui sério pecado da língua (Gálatas 6:16-26).

(“Devocionais para Todas as Estações”, Ed. Ultimato, meditação de 28 de agosto)