quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Ano novo, renove sua fé!



“O SENHOR lhe disse:
“Saia e fique no monte, na presença do SENHOR,
pois o SENHOR vai passar”.
(1 Reis 19:11)

Muitas vezes uma repreensão é uma bênção disfarçada. Elias precisava de que o tratassem assim para que se despertasse nele uma compreensão de seu temor infundado. Um indivíduo como ele não tinha direito a estar indeciso e descontente. Se saísse e se pusesse no monte diante de Jeová, em vez de esconder-se numa caverna, encontraria nova inspiração através de uma nova visão do poder de Deus! Quando estamos vivendo nos porões da terra, deixamos de captar as visões inspiradoras de Deus, que são o verdadeiro suporte da vida profética. Devemos sair ao sol e subir ao monte, se quisermos discernir essas provas do poder de Deus que estão sempre disponíveis para a renovação da fé e do valor diante de Deus.

A carriça de crista dourada é um dos menores pássaros que existem. Dizem que pesa somente 6 gramas e, mesmo tendo asas mais frágeis do que qualquer outra espécie, enfrenta furacões e cruza os mares do norte.

Muitas vezes parece que, na natureza, a onipotência opera somente nos organismos mais frágeis; certamente a onipotência da graça se vê em maior grau no santo temeroso mas decidido.

Nas pradarias norte-americanas, as mariposas se dirigem ao oeste nas suas migrações e avançam sem deter-se ainda que haja ventos contrários e um mar para atravessar. As delicadas mariposas me repreendem.

(“Manantiales en el Desierto”, Lettie Cowman, Ed. Vida-Zondervan, meditação de 28 de janeiro)



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O amor de Deus nunca muda


Leia Jeremias 31:23-25

“Porque eu, o Senhor, não mudo; (...) tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos.” 
(Malaquias 3:6-7)

Todo verão eu viajo para a casa da minha infância, para visitar minha mãe. Ao fazer a curva da estrada que leva até sua casa, penso nos caminhos que a minha vida tomou, muitos deles marcados por circunstâncias difíceis e decisões que mais tarde lamentei. Eu me deleito em viajar pela estrada que me leva para casa, a casa que foi marcada por poucas mudanças ao longo de 50 anos. Voltar é sempre uma fonte de consolo, uma constante recordação do amor que conheci enquanto crescia.

Certa manhã, eu decidi caminhar pela mesma estrada pela qual andei tantas vezes quando criança. Pouca coisa havia mudado. A mesma mata escura, margeando um lado da estrada, e o lago ainda estava escondido bem atrás da barragem.

Ao voltar para casa, pensei no amor imutável de Deus. Pensei nas mudanças e dificuldades que conheci desde os dias maravilhosos e despreocupados da infância. Porém, Deus sempre esteve ali. Como a estrada e a casa onde cresci, Deus é uma fonte permanente e confiável de conforto e amor.

ORAÇÃO: Amado Deus, obrigada por seres uma fonte constante de conforto e amor, principalmente quando a vida é difícil. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: Em um mundo mutável, o amor de Deus não muda.

Sue H. Lynch (Georgia, EUA)

Oremos por alguém que esteja enfrentando uma grande mudança.

(“No Cenáculo”, Ed. Cedro, meditação de 15 de agosto de 2003)



quinta-feira, 30 de julho de 2015

Aposentadoria e desapego


Leia 2 Coríntios 5.17-21:

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; 
as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”
2 Coríntios 5.17

Após muitos anos de ensino, eu me aposentei física, mas não mentalmente. Empacotei meus tesouros de ensino, mas ainda queria me agarrar a eles. Acabei doando algumas coisas a cada mês daquele primeiro ano, mas ainda não estava pronta para deixar que meu "novo eu" substituísse o antigo.

No verão seguinte, quando a noiva de meu filho começou a lecionar, eu mal pude esperar para ajudá-la. Dei-lhe um monte de materiais. Então lhe ofereci minha coleção de cartazes, repleta de lembranças dos muitos anos e técnicas especiais que usei para dar minhas melhores aulas. Para meu desapontamento, ela levou todos eles. Ao vê-la se afastando pela rua, caí no choro. No entanto, esse afastamento de parte de minha antiga vida tornou-se uma boa lição sobre o desapego.

Em nossa vida espiritual, nós freqüentemente aceitamos a Cristo de braços abertos, mas então nos agarramos firmemente às armadilhas do nosso antigo eu. Mesmo assim, Cristo gentilmente nos arrebata até que percebemos que Ele deseja nos renovar inteiramente. Com meus cartazes se afastando rua abaixo, uma outra parte desta nova aposentada tornou-se de Cristo para fazer com ela o que Ele desejar.

ORAÇÃO: Ó Deus, nosso Companheiro, ajuda-nos a entregar nossa antiga vida para que possamos estar livres para nos tornar as pessoas que Tu desejas que sejamos. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA

A que ainda me agarro e preciso largar?

Kathleen McDonald (Nova York, EUA)

Oremos pelos professores e professoras aposentados.

(“No Cenáculo”, Ed. Cedro, meditação de 13 de outubro de 2003)



segunda-feira, 29 de junho de 2015

Cerejas perigosas



Leia Deuteronômio 30:11-20

“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.”
(Deuteronômio 30:19)

Subi a escada e enfiei a cabeça no meio da folhagem verde de uma cerejeira. Eu estava cercada de frutas escarlates e brilhantes, cada uma iluminada pelo sol matinal que brilhava no céu. Estava quente para o primeiro dia de junho. Enquanto colocava as cerejas num balde, tentei me distrair do calor desconfortável deixando minha mente vagar. Lembrei-me de que, embora a polpa da cereja seja deliciosa, seu caroço contém cianeto, um veneno mortal. Antes de comermos a polpa da fruta devemos descartar o caroço, ou corremos o risco de nos envenenar.

Foi então que me ocorreu que a vida é assim. Quase toda situação que encaramos tem o potencial tanto para o bem quanto para o mal. Todos os dias devemos escolher entre os dois. Se escolhermos ler a Palavra de Deus e viver de acordo com Seus mandamentos, estaremos escolhendo comer a polpa de uma fruta deliciosa. Mas se, ao contrário, escolhermos agir ou pensar de maneira má, arriscamo-nos a envenenar nossa alma. Foi então que me dei conta de que a dádiva da livre escolha pode nos abençoar ou amaldiçoar, dependendo das escolhas que fazemos.

ORAÇÃO: Ó Senhor, ajuda-nos a usar a sabedoria e o discernimento ao fazermos escolhas, de modo que possamos fazer a Tua vontade. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: Minha escolha faz a diferença!

Sandy Miller (Indiana, EUA)

Oremos por alguém que esteja enfrentando uma decisão difícil.

(“No Cenáculo”, Ed. Cedro, meditação de 25 de agosto de 2003)

terça-feira, 28 de abril de 2015

Meu primeiro pai



“A capacidade negativa...
(é ser) capaz de estar no meio de
incertezas, mistérios, dúvidas, e
não teimar em recorrer
à realidade ou à razão.”
(John Keats, poeta inglês, 1785-1821)

Uma coisa estranha acontece quando eu entro, como artista convidada, numa turma de primeiro grau, na qualidade de artista em visita, para ler poesia e estimular as crianças a escreverem. É algo menos relacionado a mim, como indivíduo, do que ao poder da poesia, podendo ser, também, um efeito colateral do simples fato de que conheço muito pouco as crianças. Vou ao seu encontro como um quadro-negro esperando o giz. Descobri que, invariavelmente, não importa se a escola é pobre ou rica, no campo, na periferia ou na cidade, os garotos que o professor classifica como “bons alunos” serão capazes de escrever poemas e contos aceitáveis mas sem nada de extraordinário. Os poemas notáveis vêm do lado torto, isto é, dos maus alunos, aqueles que os professores costumam criticar por não participarem das atividades da turma.

Um dia, quando estava com alunos de quinta série de uma escola num bairro operário na Dakota do Norte, olhei de relance para a folha de um menino e vi as palavras “Meu Primeiro Pai”. Percebi que algo muito pessoal e profundo devia estar acontecendo. Não me lembro mais do que pedira que escrevessem, mas sei que não era nada tão invasivo como “faça um poema sobre alguém da sua família”. Era mais provável que tivesse sido um exercício livre, utilizando metáforas. Apesar da possibilidade de escrever sobre qualquer coisa, este menino escolhera falar sobre seu “primeiro pai”, e, embora sem interferir, conversei várias vezes com ele. Sua reação foi de surpresa e satisfação, quando mostrei que suas comparações eram tão boas que o tinham colocado, de imediato, em profundo contato com a metáfora. Ele escrevera sobre o pai:

“Eu me lembro dele,
como Deus em meu coração, eu me lembro dele no meu coração
como as nuvens lá em cima,
e sorvete de morango e bananas
quando eu era pequeno.
Mas, do que eu me lembro mais
é do seu amor,
grande como o Texas,
quando eu nasci.”

O menino me disse, cheio de orgulho, que nascera no Texas, mas nada falou a seu respeito. Sua professora, igualmente surpresa, foi quem me deu mais detalhes. Ela me contou coisas que não me surpreenderam, em função da minha experiência como artista convidada:

- Ele não é um bom aluno, e embora se esforce, nunca fez nada assim antes.

Em compensação, também me disse que o menino jamais vira o pai; o sujeito sumira da cidade no dia de seu nascimento.

Por incrível que pareça, foi gratificante para mim saber disso. Bastara a presença de um poeta em sala, dando aulas sobre comparações e metáforas (oficialmente, para justificar a minha presença em termos reconhecidos pelo sistema educacional, era isso que eu “ensinava”), para permitir a este menino contar aos adultos em sua vida – sua professora, sua mãe, seu padrasto – algo que eles precisavam saber, que um “primeiro pai” é figura de realce em sua emoção. Como Deus em seu coração, diz ele em seu poema, revelando o íntimo de sua alma.

...

Todavia, são os outros alunos, os maus alunos, os marginalizados, geralmente dotados de uma forma de inteligência que não costuma ser apreciada na escola, os que me escutam com mais atenção. São estes meninos, para os quais o abandono e a frustração são a norma na escola e, de uma maneira geral, na vida – quem sabe, na noite anterior o namorado da mãe, bêbado, não cometeu algum abuso contra ele -, que se sentem na poesia como os patos na água. Às vezes, como aconteceu com aquele aluno da quinta série, eles descobrem que adotar uma voz poética pode dar ensejo a uma revelação. É como se, pela primeira vez na vida, estivessem livres para falar com suas próprias vozes. É sempre um prêmio – para o professor, para a turma e para mim – quando uma criança nos leva ao íntimo da poesia. Aquele garoto falou diretamente à nossa própria solidão e exílio e fez recordar que o nosso mundo cotidiano é mais misterioso do que imaginamos: quem iria imaginar que um menino comum, numa turma comum na Dakota do Norte, carregava consigo, o tempo todo, um amor e uma perda tão grandes quanto o estado do Texas?

...

O menino que escreveu sobre seu pai ausente tinha uma história a contar. Seu coração estava exilado, e a natureza catalisadora da poesia o ajudou a voltar para casa. E o catalisador da fé? Alimentando-se tanto da razão quanto de nossa habilidade para a capacidade negativa, a fé pode ajudar-nos a ver que nossas experiências mais valiosas são sempre aquelas que deixam em nós, como disse o escultor e crítico Edward Robinson, “um lembrete inconsciente... 2 mais 2 são iguais a 5”, experiências que nos obrigam a ter em mente que nosso relacionamento com os outros e com o mundo são mais misteriosos do que aceitamos admitir. No Universo feito por Deus, o mundo real a que chamamos lar, o amor é maior do que o Texas, e maior até do que a morte, e 2 mais 2 podem ser iguais a 0, a 11, ou mesmo a 4.

(Kathleen Norris, em “O Caminho do Claustro”, Ed. Nova Era, págs. 65 a 69 e 73)



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Não estamos sós



Leia Êxodo 17.3-7

“Ferirás a rocha, e dela sairá água, e o povo beberá.”
(Êxodo 17.6)

No deserto, o povo hebreu reclamou de sede a Moisés. O Senhor mandou que ele fosse até uma rocha em Horebe, ferisse a rocha com sua vara, "e dela sairá água, e o povo beberá". O que eles precisavam, mais do que água, era da certeza de que não estavam sós. Para nós e para eles, diante da adversidade, experimentar a presença de Deus pode matar nossa sede espiritual como um gole de água fresca.

Lembro-me de um momento em que senti a presença de Deus. Eu tinha sido obrigado a deixar a faculdade por causa de um problema de saúde e não sabia se algum dia iria terminar os estudos. Mas chegou o dia em que pude me matricular para o meu último semestre. No caminho para casa, vi um lindo pôr-do-sol e parei meu carro ao lado da estrada para observar. Era final do dia e início da noite. À medida que o brilho avermelhado do sol se desvanecia no céu, a escuridão foi caindo sobre a mata e uma cerração lentamente desceu sobre o vale. Surpreso, me dei conta de que não estava só. Deus estava lá.

Deus estava com os hebreus no deserto. E Ele está com cada um de nós também.

ORAÇÃO: Quando nos encontrarmos no deserto, ó Senhor, que nos voltemos para Ti, sabendo que Tu desejas matar a nossa sede. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: Deus nos oferece água quando estamos no deserto.

Edward Gardner (Indiana, EUA)

Oremos pelas pessoas que anseiam concluir ou iniciar os estudos.

(“No Cenáculo”, Ed. Cedro, meditação de 05 de fevereiro de 2004)



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Natal é momento de perdoar


UMA LISTA DO QUE ESQUECER

por Lloyd John Ogilvie

Leitura bíblica: Efésios 4:25-32

Versículo-chave
“Antes dede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou.” (Efésios 4:32)

Meditação: A prova de fogo de que aceitamos a dádiva do amor e perdão de Deus é sermos livres para dar início à comunicação do que recebemos. Paulo nos admoesta a não entristecermos o Espírito Santo. Fazer tal é negar o motivo por que Deus veio em Cristo: amar-nos e tornar-nos amáveis. Billy Graham disse: “Deus nos deu duas mãos – uma para receber e outra para dar”. Precisamos celebrar o Natal com ambas as mãos!

A quem você precisa perdoar?


Quem, em sua vida, está sofrendo de má nutrição espiritual por falta da sua aprovação, aceitação e confirmação? A quem você precisa perdoar? Perdão de quem você precisa procurar? Pense em como seria o Natal se todas as mágoas fossem expressas e houvesse verdadeiras reconciliações. Muitos estão sobrecarregados com a tensão interior dos “se tão-somente” e dos “que poderia ter sido” da vida. Estou certo de que a frustração que muitos sentem na época do Natal acontece em virtude das coisas lindas que fazemos e damos e que contradizem nosso verdadeiro sentimento. Talvez precisemos de dois tipos de listas de presentes: uma para os presentes que queremos dar e outra para as pessoas a quem precisamos perdoar e de quem precisamos receber perdão.

Natal é a época de lembrar e de esquecer.


O problema é que a maioria de nós tem memória melhor do que a de Deus. Lembramo-nos das mágoas e as acariciamos. A seguir gastamos nossas forças retribuindo, retirando e matando as pessoas à distância. Um dos maiores presentes que podíamos dar a nós mesmos na época do Natal é amor em ação. Henry Ward Beecher certa vez afirmou: “Dizer ‘posso perdoar mas não consigo esquecer’ é outro modo de dizer ‘não perdoarei!’”. Natal é a época de olhar para o rosto do Pai e dizer-lhe que você aceitou o seu presente de perdão e então reembrulhar a dádiva e dá-la aos outros.

Pensamento do dia: “Errar é humano; perdoar é divino”.

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 19 de dezembro)


domingo, 30 de novembro de 2014

Fé restaurada


Leia Hebreus 11:1-6

“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam,
a convicção de fatos que se não vêem.”
(Hebreus 11:1)

Como sempre faço, depois de um dia de trabalho, ao chegar a minha casa, fui direto à janela, ver os meus vasos de plantas. Infelizmente, não tive uma boa surpresa: alguém tinha quebrado e arrancado todas elas. Fiquei muito chateada ao ver minha planta favorita toda estraçalhada.

Todas as pessoas ao meu redor diziam que eu deveria jogá-la fora, pois não conseguiria reviver. Mas fiquei com pena e não quis fazê-lo. Passei a cuidar da planta todos os dias. Agora, meses depois, eu a vejo totalmente recuperada e com quatro botões prontos para florescer.

Diante desse fato, não posso deixar de pensar no nosso Deus, que restaura completamente a nossa vida, mesmo quando nos sentimos acabados, para que possamos florescer e ser mais um exemplo de Sua graça e misericórdia. Basta termos fé.

ORAÇÃO: Pai querido, permita que nossa fé não se abale, mas permaneça firme em Ti, mesmo quando não vemos saída para as nossas vidas. Em Teu nome, oramos. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: O nosso Deus é o Deus do impossível!

Valéria Cristina Henriques (Rio de Janeiro, Brasil)

Oremos pelas pessoas que não acreditam no poder de Deus.

(“No Cenáculo”, Ed. Cedro, meditação de 08 de julho de 2003)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Estoque de lenha


Leia Salmo 119:1-15

“Neste Deus ponho a minha confiança
e nada temerei.”
(Salmo 56:11)

Mesmo sendo verão e estando quente, o meu vizinho mantém a lenha empilhada e armazenada. Eu nunca fui muito boa em guardar dinheiro, tempo ou lenha para me preparar para os períodos de escassez, correria ou para os dias de frio por vir. Este também tem sido o padrão de minha vida espiritual. Eu costumava ter bem pouco para aquecer meu espírito nos invernos de minha vida. Quais eram meus inimigos nesses dias frios de inverno? Tristeza, pesar, auto-reprovação, raiva de mim mesma, raiva de Deus.

Até muito recentemente, eu nunca dei atenção, de modo consistente, à presença de Deus em minha vida. Eu achava que Deus era Alguém a quem buscar somente nos momentos de crise. “Só me ajude a enfrentar este momento, Senhor”, eu pedia, referindo-me a este dia, este pesadelo, este inverno.

Sempre que surgia uma das tempestades da vida, eu vagava por ela tentando encontrar “lenha” para me aquecer no frio e na escuridão. Entre as tempestades, eu nada armazenava de Deus dentro de mim. Eu não orava nem estudava a Bíblia regularmente.

Então, finalmente, abri meu coração, pedindo a Deus que entrasse em todos os seus cantos cansados e dolorosos. Com o espírito de Deus fluindo constantemente dentro de mim, sei que posso enfrentar a mudança, a incerteza, e até a perda. Neste exato momento, o clima está ótimo. Mas desta vez, quando o inverno chegar, estarei preparada. Porque agora Deus vem em primeiro lugar em minha vida.

ORAÇÃO: Obrigada, ó Deus, pelo calor que Tu ofereces a cada dia, em cada estação da vida. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: O tempo que passamos com Deus hoje nos prepara para enfrentar o amanhã.

Carol Mead (Mississippi, EUA)

Oremos por alguém que esteja se sentindo só numa tempestade.

(“No Cenáculo”, Ed. Cedro, meditação de 26 de julho de 2003)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Samba de uma nota só



“Nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.”
(Atos 20:27)

Uma amiga visitou minha igreja algumas vezes. Certa feita, questionada sobre suas primeiras impressões, disparou: “O que mais me chama a atenção é como o discurso em geral é repetitivo, um samba de uma nota só. Parece que vocês ficam repetindo porque têm dificuldade em acreditar”. Depois desse soco no estômago, nada mais me restou a não ser baixar as orelhas em concordância constrangida. De fato, estamos muitas vezes aprisionados ao leite, completamente ignorantes do alimento sólido, alheios a uma série infindável de temas para os quais as igrejas fecham os olhos.

Assim, deixamos de comer o bom alimento e nos empanturramos com o mesmo e velho leite, como se fôssemos crianças: “Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo. Dei-lhes leite e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições para isso. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais” (1 Coríntios 3:1-3).

Uma saída é que a igreja, como comunidade, se empenhe em ler, observar, interpretar e aplicar os textos bíblicos, compreendendo coletivamente a Palavra, com a valiosa contribuição daquele irmão caladinho que não tem eloqüência para pregar um sermão. É a maravilhosa interpretação da Palavra de Deus empreendida pelo corpo de Cristo, sem a necessidade de iluminados monopolizando o que nosso Pai quis dizer.

(“Devocionais para todas as Estações”, Ed. Ultimato, meditação de 13 de novembro)


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Livre para voar


Leia Salmo 18:31-36

“Perguntou-lhes, então, Jesus: 
Por que sois tímidos, 
homens de pequena fé?” 
(Mateus 8:26)

Recentemente, assisti à apresentação de um trapezista. Fiquei maravilhado com seu talento. Em toda apresentação de trapézio existe um ponto em que o artista deve soltar uma barra e alcançar outra. Naquela fração de segundo, o artista não se segura em nada. Embora seu cálculo do tempo deva ser perfeito, o número não será bem sucedido a menos que ele tenha confiança para se soltar da primeira barra.

Percebo que, em minha vida, freqüentemente tenho dificuldade de me soltar. Na maioria das vezes, tenho medo de abandonar algo confortável por aquilo que é desconhecido. Tenho de explorar o novo curso de ação muito cuidadosamente antes de deixar o antigo. Às vezes, a direção parece certa, mas geralmente hesito em deixar o desconhecido.

Os trapezistas sabem, pela prática e pela experiência, que seu equipamento e seus companheiros estarão lá quando estiverem prontos. Eles têm de ter confiança de que seu equipamento e seus companheiros não os decepcionarão; estão certos de seu apoio. Em comparação, eu sou muito medroso quando se trata de romper com o conhecido. Eu transformei minha vida num lugar aconchegante, do qual hesito em sair. No entanto, Cristo continuamente nos chama a abandonar nosso conforto com fé. Estamos dispostos a sair, a lançar fora o nosso medo e nos agarrar ao que Deus oferece? Estamos dispostos a voar?

ORAÇÃO: Senhor, ajuda-nos a nos lançar com fé para agarrar a maravilhosa vida que Tu ofereces. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: Não tenha receio de se lançar; Deus está esperando.

Dennis D. Emmons (Illinois, EUA)

Oremos pelas pessoas que têm medo do desconhecido.

(“No Cenáculo”, meditação de 09 de junho de 2003)

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quando tudo estiver escuro


"Dar-te-ei os tesouros escondidos..." 
(Isaías 45:3)


Nas famosas fábricas de renda de Bruxelas há certos aposentos reservados, onde se tecem os desenhos mais finos e delicados. Esses cômodos são escuros, sendo que a única luz que ali entra vem de uma janela pequenina, e incide diretamente sobre o modelo da renda. No aposento há somente um artesão, que fica sentado exatamente onde a estreita faixa de luz incide sobre as linhas com que trabalha. "É assim que obtemos os nossos melhores produtos", disse-nos o guia. "A renda é sempre mais delicada, na confecção e no desenho, se o artesão estiver no escuro e só o material for iluminado."

Não se dará o mesmo com a nossa vida? Às vezes tudo ao nosso redor está muito escuro, e não podemos entender o que estamos fazendo. Não vemos o que está sendo produzido. Não somos capazes de descobrir nenhuma beleza ou nada de bom em nossa existência. Contudo, se formos fiéis e não desanimarmos, um dia veremos que o mais fino e delicado trabalho de toda a nossa vida foi feito naqueles dias em que tudo estava escuro.

Se você está em profunda escuridão por causa de alguma providência estranha e misteriosa, não tenha medo. Simplesmente prossiga, em fé e amor, sem duvidar. Deus está velando, e ele tirará o bem e alguma coisa bela, de todo o seu sofrimento e lágrimas."

(“Mananciais no Deserto”, Lettie Cowman, Ed. Betânia, meditação de 13 de dezembro)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Esperando que as flores renasçam


A ESPERA PELO DESABROCHAR

Habacuque 3:

17 Mesmo não florescendo a figueira,
e não havendo uvas nas videiras,
mesmo falhando a safra de azeitonas,
não havendo produção de alimento nas lavouras,
nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos,
18 ainda assim eu exultarei no SENHOR e me alegrarei
no Deus da minha salvação.
19 O SENHOR, o Soberano, é a minha força;
ele faz os meus pés como os do cervo;
faz-me andar em lugares altos.

MEDITAÇÃO:

Ao completar 20 anos de matrimônio, recebi de meu esposo um vaso de orquídeas de exuberante beleza. Suas folhas davam lugar a flores, e este permaneceu florido por longo tempo adornando minha casa.

Quando murchou sua última flor, passei a dispensar cuidados para com esta planta como faço com minhas outras, na esperança de vê-la florescer novamente. Os anos se passaram e eu me perguntava porque ela não floresceu mais.

Há dois anos, resolvi pedir ajuda ao pai de uma amiga que é orquidólogo. Na certeza de que ele a faria florescer novamente, enchi-me de alegria.

Após alguns dias, me surpreendi ao ver por entre as folhas um cacho com oito botões se preparando para florir. Imediatamente pensei em como é importante buscarmos ajuda com a pessoa certa.

Assim também é com nossas vidas. Devemos buscar a orientação do nosso Criador. Ninguém nos conhece e ama mais do que o Deus que se fez homem para nos salvar e abençoar.

Deus está sempre pronto para agir e nos dar respostas, mesmo quando parece que elas demoram para chegar. Especialmente no período do Natal, renovo a busca por Deus e a sua sustentação em Seu filho.

Agora, estou aguardando com curiosidade e paciência o desabrochar das flores.

ORAÇÃO:

Ajuda-nos, ó Deus, a esperar pacientemente pela Tua ação em nossas vidas. Em nome de Jesus. Amém.

PENSAMENTO DO DIA:

Que boas ações posso cultivar hoje para colher a compreensão, o respeito e o amor?

Oremos pelas pessoas que se sentem angustiadas com a espera.

Irma Apolinário Gavioli (São Bernardo do Campo, Brasil)

("No Cenáculo", Ed. Cedro, meditação de 26 de dezembro de 2001)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ajuda a caminho


Leia o Salmo 46:1-11

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza,
socorro bem presente nas tribulações.”
(Salmo 46:1)

Nós vivemos no alto de uma cordilheira, no Tennessee Ocidental, em um belo ambiente com uma vista panorâmica das Great Smoky Mountains. Esse ambiente sereno é frequentemente interrompido pelo som do helicóptero do Centro Médico da Universidade do Tennessee que sobrevoa nossa casa a caminho do hospital.

Quando começamos a perceber o helicóptero, percebemos o quanto o seu barulho nos incomodava. Com o passar do tempo, nos demos conta de que cada voo significava que alguém estava em extrema necessidade de atendimento médico. Cada vez que ouvíamos o helicóptero, nós orávamos, pela tripulação e pelas pessoas envolvidas nesta missão de misericórdia, para que tudo corresse bem e de acordo com o plano de Deus.

Um dia, percebemos um lado profundamente mais positivo para essas situações. Sim, o helicóptero médico é enviado em circunstâncias graves. Mas o simples fato de ele estar em trânsito significa que a ajuda está a caminho.

O Salmo 46:1 nos lembra que “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações”. Hoje nós ainda oramos pela tripulação do helicóptero e pelas pessoas que recebem seus serviços. Mas também agradecemos por Deus estar presente, proporcionando força e conforto a cada pessoa.

ORAÇÃO: Maravilhoso e curativo Deus, muito obrigado por teu amoroso cuidado e por aqueles que são instrumentos do teu amor. Amém.

PENSAMENTO PARA O DIA: Deus nos dá esperança em tempos de medo e desespero.

Oremos pelas esquipes de resgate que trabalham em helicópteros.

Richard Armbrister (Tennessee, EUA)

(“No Cenáculo”, Ed. Cedro, meditação de 22 de abril de 2014)